A mostra “De Cor da Pele”, em cartaz no SESC Presidente Dutra, em Brasília, foi prorrogada até 18/12. A exposição – apenas uma das ações do projeto de mesmo nome – traz uma leitura performativa em vídeo, uma projeção de retratos cinéticos com depoimentos de mulheres e mães que enfrentam, no cotidiano e de maneiras diversas, estigmas e preconceitos ou fazem a reafirmação sobre a cor que carregam nas suas peles.

O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do GDF e foi idealizado pela artista, doutora em Artes e pesquisadora, Denise Camargo, depois de ouvir do filho: – “Mãe, eu queria ser cor de pele”.

Naquele momento, Denise não entendeu o pedido, mas suspeitou que ele se referia ao tom do lápis de cor, costumeiramente mencionado com esse termo, para colorir a pele nos desenhos. “Um tom pele de ninguém”, ela diz. À época realmente não havia cores que representassem todos os tons de pele na caixa de colorir. Depois de esclarecer que a pele dele era negra, veio a ideia de uma ação artística que pudesse mobilizar o interesse para esse tema.

“Na exposição, as imagens, na fronteira entre o estático e o movimento, registram o instante de gestos emblemáticos realizados pelas fotografadas em seus depoimentos, tomados durante as sessões.” Trechos dessas conversas compõem uma paisagem sonora criada pelo músico Che Leal e que tem o cubano Pepe Cisneros ao piano. “Um necessário e muito potente acompanhamento para as fotografias ‘cinéticas’”, detalha Denise Camargo, criadora do projeto.

Outras ações

Oficinas e doação de livros têm sido oferecidas como contrapartidas do projeto desde 2017. A iniciativa, além da exposição e projeções itinerantes, conta com programa de mediação com formação para educadores. Uma cartilha, de tema correlato ao projeto, traz discussões sobre a cor da pele e está disponível para download na plataforma digital do projeto: www.decordapele.com.br.

O objetivo da cartilha é propiciar a formação de repertório crítico para as questões de identidade étnica brasileira nas suas mais significativas formas de representação. “Trata-se de um produto de caráter social com vistas a deixar claro que a cor da pele deve ser relevante apenas para a ciência, enquanto código genético. Tudo o que estiver fora disso será apenas preconceito”, ressalta Denise. A logomarca do projeto, criada pelo designer Pedro Menezes, traz esse conceito na textura das cadeias de DNA que apresenta como elemento gráfico.

Projeções

Duas projeções mapeadas foram realizadas em 11 e 12/12, no Museu Nacional da República e durante o 8º CURTA BRASÍLIA/FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAMETRAGENS, no Cine Brasília, respectivamente. (confira aqui o link da projeção http://agenciagalo.com/decordapele/)

Iniciadas em novembro, as projeções já passaram pelos seguintes espaços: Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião; Galeria A Pilastra, no Guará II; Projeto Jovem de Expressão, em Ceilândia; Centro Cultural TCU, em Brasília; Centro de Ensino Médio 01 em Brazlândia; Biblioteca Braile Dorina Nowill, em Taguatinga; Complexo Cultural, em Samambaia Sul; Projeto Waldir Azevedo, na Vila Telebrasília; Associação do Idoso no Varjão.

Abrangência

Em princípio, as atividades permanecerão concentradas em Brasília e 10 regiões administrativas do Distrito Federal e há um catálogo da mostra, também com distribuição gratuita. Nos dias 17/12 e 18/12 estão previstas visitas à exposição com audiodescrição e tradução em libras para públicos PNEs.

Entre as ações está, ainda, uma coleta de depoimentos sobre o tema. Para responder o breve questionário acessar o link:  https://bit.ly/2OgwaGA.

Serviço

Exposição DE COR DA PELE
até 18/12
Local: SESC – Presidente Dutra – Setor Comercial Sul Quadra 2 bloco C – Brasília – DF
Horário: de segunda à sexta das 9h às 21h
Entrada: gratuita e acessível para cadeirantes
Visita mediada a grupos e públicos especiais (PNEs): enviar mensagem com solicitação para o e-mail oju.cultural@gmail.com
Classificação indicativa: Livre

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