Com direção primorosa e gravado em Tóquio e também na ilha de Honshu, “It Used to be You (Sorry Japan)” de Cynthia Silveira tem fotografia surpreendente e mostra todo o encanto do Monte Fuji

“Nenhum sonho é impossível quando se tem coragem de sonhá-lo”, sim, é clichê, mas para Cynthia Silveira, essa frase soa muito mais do que um mantra, para ela é uma realidade. Com uma carreira bem-sucedida como advogada, ela passou por um longo período de mudanças e adaptações que resultaram num mergulho profundo no universo da música e da poesia.

Com um livro de poesias e um EP, lançados em 2008 e 2017, respectivamente, essa Paulista, natural de Batatais, interior de São Paulo, é uma montanha-russa de emoções. Disposta a dar um novo rumo para sua história, mergulhou em meados de 2002 em intensas aulas de canto, violão e piano e, em 2011, decidiu abandonar o Direito e se dedicar à música.

O ponta pé inicial na carreira se deu em meados de 2007, durante uma viagem para a África do Sul. Lá, passou a compor em inglês, e mesmo ainda atuando como advogada, fez pequenos shows e trabalhos promocionais em São Paulo, Nova Iorque, Chicago e Nashville.

“It Used to Be You (Sorry Japan)”, faixa do EP “Shades of Love”, lançado em 2017, nasceu durante um período de profunda reflexão da cantora. A ideia da canção surgiu como catarse para aliviar o fim de um relacionamento – conta Cynthia – Quando as lágrimas não encontram mais espaço, o sentimento tem que sair de outra forma, no meu caso, é por meio de letras e melodias.

A música começou sem a ideia de incluir o Japão, mas o processo de composição, que durou cerca de 2 semanas, coincidiu com o evento trágico do tsunami e aí encontrei um local para unir os dois eventos tristes. E na bridge/ponte da música, coloquei essa menção ao Japão e ao povo japonês, como forma de expressar minha incapacidade de sentir pena naquele momento e como forma de pedir desculpas por esse fato.

Com direção primorosa e gravado em Tóquio e também na ilha de Honshu, “It Used to be You (Sorry Japan)” tem fotografia arrebatadora e mostra todo o encanto do Monte Fuji e também do cotidiano da noite japonesa. A ideia de ir até o Japão começou com imagens na minha cabeça dos lugares que imaginava para contar essa história – explica Cynthia – o Monte Fuji e as ruas de Tóquio lotadas de pessoas eram as imagens que mais queria colocar no vídeo.

E ir até lá foi uma forma de sentir mais de perto o que aconteceu em 2011 e assim colocar mais verdade nas cenas. Também sentia que o Monte Fuji era insubstituível e imprescindível para contar essa história e fazer a ligação com o Japão – finaliza, a artista.

Para Cynthia a viagem ao Japão foi uma experiência única e fascinante, não apenas pelas belas paisagens que o país proporciona, mas também pela cultura de um povo que se revela resiliente diante de tragédias, o que para a cantora é uma lição de vida e também uma forma de mostrar que também podemos reconstruir nossa história, independentemente do tamanho da nossa perda …

Para saber mais acesse o site e as redes sociais da cantora:

Site:
https://www.cynthiasilveira.com/

– Insta
https://www.instagram.com/cynthia.m.silveira/

– Face
https://www.facebook.com/cynthiasilveiramusic

– Youtube
https://www.youtube.com/cynthiasilveira

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