A mostra Corpus Convida reúne artistas do DF para celebrar a ancestralidade e diversidade cultural por meio da dança, com entrada gratuita em Planaltina

A segunda edição da mostra Corpus Convida — Ritmos do Cerrado termina neste sábado (26), com uma bela e envolvente apresentação no Complexo Cultural de Planaltina, às 19h. O espetáculo aborda as diversas formas de expressão de corpos que vivenciam a ancestralidade, o Cerrado e os territórios do Distrito Federal. A entrada é gratuita.

A mostra foi idealizada pelos artistas e diretores Lenna Siqueira e Dilo Paulo. Eles lideram a Companhia Afro Contemporânea Corpus Entre Mundos, que realiza o evento. Antes do Complexo Cultural de Planaltina, a Corpus Convida passou pelo Teatro Sesc Newton Rossi e pelo Teatro Nacional Cláudio Santoro, com sucesso de público.

O projeto tem apoio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC) e do programa SESC + Cultura.

No Complexo Cultural de Planaltina, serão apresentados sete trabalhos de artistas e companhias selecionadas para a mostra. Entre eles, o espetáculo da própria Companhia Afro Contemporânea Corpus Entre Mundos, intitulado SEMUTSOC. A coreografia é baseada no trecho do poema de Marina Colasanti: “A gente se acostuma, mas não deveria”.

Coreografado e dirigido por Lenna Siqueira e Dilo Paulo, a obra contextualiza os ciclos da vida e como a esperança nos motiva a buscar o prazer por viver ao “desautomatizar” nosso cotidiano. O espetáculo é “um despertar da potência individual e fortalecimento do coletivo, trazendo vida e ancestralidade à palavra no movimento Ubuntu: eu sou porque nós somos”.

“A vida é feita de altos e baixos, mas são a partir dos momentos ditos ruins que revigoramos nossas forças, renovamos nossa energia e renascemos. O espetáculo vem falando sobre o poder que nós temos para renascer e ser esperança”, afirma Lenna Siqueira, diretora artística e coreógrafa.

A montagem traz diversas referências a ritmos, danças e elementos culturais afro-diaspóricos, com a pluralidade refletida no próprio elenco, com dançarines de diferentes corpos e trajetórias na dança.

Além da Companhia Corpus Entre Mundos, também sobem ao palco em Planaltina neste sábado os artistas e grupos Balé das Deusas, Aline Sugai, Lab Coreográfico, Gih Gerreira, Empire e Nathália Sol.

Serviço

Corpus Convida — Ritmos do Cerrado
26 de julho – Planaltina – Complexo Cultural de Planaltina – 19h
Entrada gratuita

Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: Livre

Os ingressos estão disponíveis no site: www.corpusentremundos.com/corpusconvida e no Sympla. Haverá intérprete de libras e programação em braile.

Companhia Afro Contemporânea Corpus Entre Mundos
Direção: Lenna Siqueira & Dilo Paulo
Instagram: @corpusentremundos e @corpusconvida
Contato: (61) 99234-7045

PROGRAMAÇÃO

26 de julho – Planaltina
Complexo Cultural de Planaltina | 19h

  • Balé das Deusas – Expressão do samba
  • Aline Sugai – SINTOMA
  • Lab Coreográfico – Se não fosse a borboleta, a lagarta teria razão
  • Gih Ferreira – Fulôrecer
  • Empire – Brasil e sua versatilidade
  • Nathália Sol – Borboleteia
  • Companhia Corpus Entre Mundos – Semutsoc

Saiba mais

Companhia Afro Contemporânea Corpus Entre Mundos

A Corpus Entre Mundos é uma companhia de dança afro‑contemporânea fundada em 2013 e atualmente sediada em Brasília, sob a direção de Dilo Paulo e Lenna Siqueira . Desde o início, a companhia se distinguiu por mesclar diversas culturas, danças e idiomas — com bailarinos vindos de Angola, Brasil, Suíça e Austrália. Entre os principais espetáculos estão Entre Mundos, Muhatu, Muxima (coração, em kimbundu), Semutsoc, Ekesa‑Sanko, Rareneger e Memórias da Água.

A proposta estética da Corpus Entre Mundos envolve o resgate das raízes africanas e afro‑brasileiras, explorando temas como identidade, ancestralidade, feminilidade, natureza e memória através de linguagens coreográficas profundas, ritmos e dramaturgia visual.

Além das apresentações nacionais e internacionais (incluindo Brasil e Angola), a companhia também desenvolve atividades pedagógicas como cursos, residências artísticas e oficinas. O grupo atua na promoção da dança negra contemporânea, oferecendo visibilidade, empoderamento e condições de empregabilidade a artistas periféricos e negros.