CORA CORALINA, TODAS AS VIDAS


Direção de Renato Barbieri e distribuição da Tucuman Filmes. Estreia em 14 de Dezembro nos cinemas

Primeiro longa-metragem sobre a poeta e ganhador de “Melhor Filme” pelo Júri Popular e de “Melhor Edição de Som”, no Festival de Cinema de Brasília, o longa “Cora Coralina” participou também do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA 2015) e da 14ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP 2016). Além, de ter sido o grande escolhido para abrir o 43º Festival Sesc Melhores Filmes, o mais antigo festival de cinema da cidade de São Paulo.

Livremente inspirado na obra “Cora Coralina – Raízes de Aninha” de Clóvis Carvalho Britto e Rita Elisa Seda e direção de Renato Barbieri, o filme tem no elenco atrizes consagradas como Walderez de Barros e Tereza Seiblitz, as talentosas Camila Márdila e Maju Souza, além das participações especiais de Beth Goulart e Zezé Mota.

Sinopse

CORA CORALINA – TODAS AS VIDAS, é um longa-metragem docfic (formato híbrido), que narra, com a força da poesia de Cora, aspectos pouco conhecidos da vida de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a Cora Coralina, uma das maiores escritoras brasileiras de todos os tempos. Em emocionantes 75 minutos, o filme revela a trajetória de Cora Coralina dos anos de infância até se casar e sair de Goiás; do largo tempo de 45 anos vividos em diferentes cidades no estado de São Paulo; e de seu retorno à Cidade de Goiás, quando se revelou ao Brasil com a força de sua poesia.

Todas as vidas de Cora Coralina em uma narrativa poética nas vozes, sentimentos e interpretações de seis gerações de grandes atrizes brasileiras. Uma polifonia das vozes de Cora que revela, em prosa, verso e imagens, seu imenso talento literário e conteúdo humano. O filme é livremente baseado no livro “Raízes de Aninha”, de Clóvis Brito e Rita Elisa Seda.

Ficha Técnica 

Direção: Renato Barbieri
Produção: AsaCine Produções
Produção Executiva: Márcio Curi, Elizabeth Curi e Carmen Flora
Roteiro: Renato Barbieri e Regina Pessoa
Direção de Produção: Elizabeth Curi
Direção de Fotografia: Waldir de Pina
Direção de Montagem: Neto Borges
Trilha Musical: Luiz Olivieri e Eduardo Canavezes
Câmera: Antoine D’artemare
Técnico de Som: Francisco Creaesmeyer
Editor de Som: Micael Guimarães
Diretor de Arte: Henrique Dantas
Figurino: Cláudia Wiltgen
Cenógrafo:  Anderson Solimões
Editor de Imagem: Diego Cajueiro

Elenco

Camila de Queiroga Salles
Camila Márdila
Maju Souza
Tereza Seiblitz
Walderez de Barros

Participação Especial

Beth Goulart
Zezé Mota
João Antônio

Sobre o Elenco

Beth Goulart 
De importante família de artistas, Beth Goulart é atriz e diretora de teatro, veículo onde construiu uma carreira notável, com produções importantes. Estreou em novelas em 1976, em Papai coração, produção da Tupi que reunia a família toda. Daí para a frente, desenvolveu carreira expressiva na TV e no cinema, com mais de 20 trabalhos no currículo. Beth interpreta poemas de Cora.

Camila Mardila 
Aos 26 anos, a atriz Camila Márdila, em seu segundo longa-metragem, ‘Que horas ela volta?’, dividiu com Regina Casé o prêmio de melhor atriz no Festival de Sundance. Camila Márdila participou do filme “O outro lado do paraíso”, dirigido por André Ristum, lançado em 2016. Camila vive a Cora de 21 anos.

Maju Souza 
Ela tem apenas 15 anos e uma carreira quase tão longa quanto. Maju Souza faz balé desde os três anos e teatro desde os oito. Já estrelou 10 peças, quatro filmes e lançou o seu primeiro livro quando tinha apenas nove anos. Maju também atuou no filme “O outro lado do paraíso”, dirigido por André Ristum, e vive a Cora de 14 anos.

Tereza Seiblitz 
Iniciou a vida artística como bailarina e participou de musicais no teatro. Estudou na CAL com Tizuka Yamazaki, com quem estreou no cinema no longa-metragem Fica Comigo. Estreou na televisão em Barriga de Aluguel e depois fez Pedra Sobre Pedra. Ganhou notoriedade na novela Renascer. Em 1994, atuou na novela Explode Coração, como a cigana Dara. Tereza dá vida ao “eu lírico” de Cora.

Walderez de Barros
Artista de poderosos recursos, presente em exigentes produções artísticas. Casada com o dramaturgo Plinio Marcos, emprestou o seu talento a importantes montagens da obra do autor: “Navalha na Carne” e “Querô”, entre outras. Considerada pela crítica um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, voltou aos palcos em 2013 para comemorar 50 anos de carreira. Walderez dá vida à Cora madura.

Zezé Motta 
Uma das mais carismáticas artistas brasileiras. Atriz de sucesso no cinema e na televisão, é também cantora de talento. Zezé Motta participou de dois momentos importantes nas artes cênicas brasileiras: a peça Roda Viva, de Chico Buarque em 1967, e a novela Beto rockfeller, em 1968. No cinema, consagrou-se em 1976 como Xica da Silva, no filme dirigido por Carlos Diegues. Zezé interpreta poemas de Cora.

Sobre o Filme 

Todas as vidas de Cora Coralina em uma narrativa poética nas vozes, sentimentos e interpretações de seis gerações de grandes atrizes brasileiras. Uma polifonia das vozes de Cora que revela, em prosa, verso e imagens, seu imenso talento literário e conteúdo humano.

Personagem de múltiplas virtudes, Cora Coralina foi uma mulher habitada por fortes e íntegras “vozes” femininas. Por isso o filme utiliza uma narrativa estruturada em vozes femininas de diferentes faixas etárias, criando, assim, uma polifonia de vozes de Cora que refletem diferentes fases de sua vida. Uma tessitura vocal capaz de expressar sua história, sua poesia e seu pensamento, frutos de uma rica vida interior de múltiplas dimensões.

Grandes atrizes, admiradoras de Cora – Beth Goulart, Zezé Motta, Walderez de Barros, Tereza Seiblitz, Maju Souza e a recém premiada em Sundance, Camila Márdila – emprestam suas vozes e dão corpo aos textos da poeta. Representando a si próprias, declamam textos de Cora, enquanto, em uma outra dimensão narrativa, quatro delas protagonizam recriações de episódios marcantes da vida da autora. Essa narrativa ‘polifônica’ inclui falas da própria Cora, registradas em áudio e vídeo, em inúmeras entrevistas, principalmente a partir do período em que ela ganha notoriedade nacional.

Os textos em prosa e poesia de Cora são majoritariamente autobiográficos ou, quando não, refletem com exatidão sua visão de mundo. Boa parte dos textos narrativos do documentário são excertos da obra da própria autora – poemas, artigos, cartas, anotações, trechos de entrevistas que ela deu para filmes, jornais, rádios e TVs. Graças à riqueza de vivências e detalhes de sua vida descritos em suas poesias, prosas e falas, os textos da própria autora abarcam as diversas dimensões do conteúdo de sua biografia e visão de mundo.

Alguns poucos depoimentos de contemporâneos, colaboradores, amigos, parentes e estudiosos da obra de Cora ajudam a costurar a narrativa e asseguram o distanciamento necessário para uma análise em profundidade do que a obra extraordinária da escritora e poetisa representa para o patrimônio literário e humano de Goiás e do Brasil.

A poesia e os testemunhos de Cora expressam uma dimensão política de forte base humanista. A presença no filme de uma cuidadosa seleção desses escritos oferece elementos que permitem contextualizar as diferentes etapas da obra de Cora Coralina.

Articulista de jornais e ativista social nas cidades onde viveu, Cora teve participação na Revolução Constitucionalista de 1932; lutou pela emancipação da mulher em uma sociedade conservadora; fez poemas e ações em defesa da prostituta, do menor abandonado, do presidiário; expressou sua compaixão pelo homem do campo, abandonado à própria sorte; mostrou seu amor pelo Brasil, debatendo sugestões para o desenvolvimento, questões ambientais e iniciativas de solidariedade. Tudo isso mostra que Cora foi uma mulher que esteve à frente de seu tempo e viveu intensamente seus 95 anos de idade.

Festivais

  • Mostra Brasília do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2016)
  • FLIP – Festa literária internacional de Paraty (2016)
  • FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, Goiás (2015)
  • 43º Festival Sesc Melhores Filmes (2017)

Premiações

  • Margarida de Prata da CNBB (2016)
  • Troféu Câmara Legislativa do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Melhor longa metragem – Júri Popular e Melhor edição de som)

Sobre o diretor 

Renato Barbieri 
Tem uma carreira ligada ao documentário, ao cinema e à televisão. Iniciou-se na direção em 1983, como integrante da produtora paulista Olhar Eletrônico. Na Olhar, dirigiu centenas de matérias especiais para revistas eletrônicas semanais e realizou os curtas premiados “Do Outro Lado da Sua Casa”, “Duvideo” e “Expiação”.

Depois da Olhar, dirigiu programas de televisão em rede nacional, com destaque para o “Jornal de Vanguarda”, da Band.

Em 1992 funda a GAYA Filmes (ex-Videografia) e a partir daí aprofunda-se no documentário, realizando alguns títulos de repercussão internacional, com destaque para “Atlântico Negro – na Rota dos Orixás”, “A Invenção de Brasília”, “Moçambique”, “Cidades Inventadas” e “A Liga da Língua”. Realizou também diversas cinebiografias: a do italiano “Malagrida”, do cubano “Félix Varela”, “Monteiro Lobato, Vírgula, Ponto e Vírgula”, “Mauricio de Sousa” e “Bianchetti”. O longa “As Vidas de Maria”, marca sua estreia na ficção.

Barbieri já filmou em todas as regiões do Brasil e em diferentes países e culturas como Itália, Espanha, Portugal, Benim, Moçambique, Mali, Burkina-Faso, Estados Unidos, Cuba e Venezuela.

É idealizador e curador, junto com Marcio Curi, do “Teste de Audiência”, um programa inédito de aprimoramento dos filmes e do diálogo do Cinema Brasileiro com o seu público, pelo qual já passaram mais de 100 filmes brasileiros de longa-metragem. CORA CORALINA – TODAS AS VIDAS, é o seu mais recente filme de longa-metragem.

Anterior O ÚLTIMO SHOW DO RAPPA
Próximo VICTOR & LEO EM BRASÍLIA