O evento faz parte da programação especial em comemoração ao aniversário de Brasília; no sábado (28), o shopping promove brincadeira para as crianças e samba e choro para os adultos

No próximo domingo (29/4), o Conjunto Nacional será palco do “Abril pro Hip Hop com Saúde”, que reunirá algumas das melhores e mais renomadas atrações culturais do Hip Hop do Distrito Federal, como Tiago Spok e Gabriel Blasko, Véi Oeste, Vera Veronika, Aborígine, Família PR15, Liberdade Condicional, Atitude Feminina e Cléo Street. Das 11hs às 18hs, os brasilienses poderão conferir, gratuitamente, a apresentações de street dance, competição de break e rap no improviso com a Batalha de B-Boys e a Batalha de Rima das Gurias e shows de rap. Também poderão fazer workshop de dança urbana.

O evento é realizado em parceria com o Grupo Cultural Azulim e encerra o projeto Tardinha Cultural, que o shopping vem promovendo desde o dia 13 deste mês em comemoração ao 58° aniversário de Brasília. “Realizar o festival no Conjunto Nacional é muito especial, porque o shopping faz parte da história do movimento Hip Hop no DF”, explica Iran Gonçalves, presidente do grupo Azulim.

Em 1996, foi realizado grande evento nas proximidades do shopping, inclusive com apoio financeiro da Redley Records, lendária loja de discos do CNB. “Há exatos 22 anos, a Arte Urbana fará história mais uma vez no coração da capital federal”, destaca Iran.

Toda a programação de domingo é gratuita e acontece na revitalizada Praça Lúcio Costa, localizada em frente ao shopping, na área externa superior. O espaço público foi totalmente recuperado com recursos do Conjunto Nacional, que presenteia a capital federal e sua gente com uma área multicultural de convivência, lazer e práticas esportivas. O investimento total feito pelo shopping foi de R$ 800 mil e as obras seguiram o projeto original.

Transformação e oportunidade – O Grupo Cultural Azulim é uma organização social que desenvolve, desde 2000, atividades de formação e empoderamento de jovens de Sobradinho II. “O Hip Hop é uma ferramenta de transformação e oportunidade para os jovens da periferia, meio para eles conquistarem visibilidade e romper fronteiras”, afirma o presidente da instituição.

Filho de borracheiro, o dançarino Luiz Fernando Magalhães — que ministrará o workshop de Dança Urbana no próximo domingo (29) — ganhou o Brasil e o mundo graças ao Break Dance. “Eu comecei aos sete de idade, de forma autodidata. Senti uma conexão muito grande com uma acrobacia que vi em um comercial, nem sei dizer se era um passo de dança”, conta rindo. “Mas à medida que fui amadurecendo, passei a criar coreografias a partir da realidade que via em Sobradinho II, onde a violência é o tempo todo visível. Os nossos passos de dança trazem história de vida”, explica Luiz Fernando sobre seu trabalho.

Em 2005, passou a frequentar o Grupo Cultural Azulim, onde passou a ter uma formação em dança, além de fazer muitas apresentações. “O Azulim mostra para a comunidade da periferia que há uma opção, um horizonte melhor. Ao invés do jovem estar no mundo do crime, ele tem a opção de dançar, como eu tive”, afirma o bailarino. “A entidade é um norte para a juventude. A custo zero, promove formação, arte e lazer para os jovens, algo raro e único na periferia.

Hoje, além de dar aulas, Luiz Fernando representa o DF e o Brasil em festivais internacionais. Em 2012, fez uma turnê na França, por meio do projeto Jeunes, Inégalités Sociales et périphériques, se apresentando em três cidades: Grenoble, Paris e Souillac. O bailarino também é membro da Companhia Experimental de Dança Negra Contemporânea Mário Gusmão (CEDANCOMG) e líder e fundador da companhia de dança Charadas — criado em 2003 —, que participou do concurso Faites Danser le Monde, realizado em Paris, França, em 2014 e 2015.

Programação do Aniversário de Brasília no CNB – Até o dia 30 de abril, o Conjunto Nacional celebra o aniversário de Brasília e a revitalização da Praça Lúcio Costa com programação cultural. As atividades são gratuitas e ocorrem na praça. No próximo sábado (28), haverá muita música e brincadeiras. Às 15hs, a molecada poderá participar de brincadeiras a céu aberto com a trupe do Circo Alecrim, que vai coordenar duas oficinas: de Perna de Pau e o Circuito Retrô, onde as crianças poderão brincar em pranchas de equilíbrio e amarelinhas e com pés de toco e de Lata.

Às 16hs, os rapazes do trio Chorando Baixinho emocionam a plateia com obras de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Altamir Carrilho e Sivuca. Na sequência, às 17hs, o grupo 7 Na Roda enaltecerá o autêntico samba de raiz no coração do Distrito Federal.

Serviço

Último final de semana do Tardinha Cultural
Dias: 28/4, das 15h às 18h30, e 29/4, das 11h às 18hs
Local: Praça Lúcio Costa (em frente ao shopping, na área externa superior)

EVENTO GRATUITO

PROGRAMAÇÃO

Sábado, 28/4

Dia Hora Atração Estilo
28/4 15h – 18h Circo do Alecrim Brincadeiras
21/4 16h – 17h Chorando Baixinho (Escola Raphael Rabello) Choro
21/4 17h – 18h30 7 Na Roda Samba

Domingo, 29/4

Hora Atividade Atração
Abril pro Hip Hop com Saúde
11hs – 13hs  Apresentação de grupos de Dança Urbana

Workshop de Dança Urbana

 Grupo Charadas

Alunos (as) de Street Dance do Grupo Cultural Azulim

13hs – 15hs  Competição de Breaking e Rap

(improviso)

 13hs Batalha de B.Boys

 14hs Batalha de Rima das Gurias

15hs – 17h40  Apresentação de grupos de Rap  15hs Tiago Spok e Gabriel Blasko

 15h20 Véi Oeste

 15h40 Vera Veronika

 16h Aborígine

 16h20 Família PR 15

 16h45 Liberdade Condicional

 17h20 Atitude Feminina

 17h40 Cléo StreetChoro

18hs  Encerramento

ATRAÇÕES

Circo Alecrim – Criada em setembro de 2010 por Marcelo Epifânio e Silvana Cadilhe para levar a arte do circo para festas e eventos, proporcionando diversão inteligente ao público infantil e adulto. A trupe realizam oficinas que trabalham o desenvolvimento físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo e estimulam a criatividade. Graduado em Administração de Empresas, Marcelo é instrutor de Circo, construtor de brinquedos circenses e técnico em segurança do trabalho (SENAI 1997). Silvana também instrutora de Circo e tem graduação e pós-graduação em Educação Física.

Chorando Baixinho – www.youtube.com/watch?v=qJwT6FuzKrk

O grupo é constituído por três jovens (entre 14 e 16 anos) estudantes da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello: Luis Fernando (bandolinista), Arthur Rodrigues (violonista) e Victor Cortez (cavaquinhista).

7 Na Roda – https://www.youtube.com/watch?v=yyDH5pyUHRw

O grupo enaltece o autêntico samba de raiz e suas manifestações mais espontâneas no Distrito Federal desde 2007. Reconhecido pelo cuidado no seu trabalho autoral, o grupo valoriza as velhas escolas e atualiza as temáticas do samba, trazendo para suas composições o cotidiano Distrito Federal. O grupo se apresenta com um repertório diverso, que mescla sucessos de grandes mestres conhecidos, suas próprias composições e de outros tantos artistas do gênero.

Fazem parte do 7 na Roda: Breno Alves (pandeiro e voz), Kadu Nascimento (percussão e voz), Guto Martins (percussão), Vinícius de Oliveira (banjo e voz), Pedro Molusco (cavaquinho), Rodrigo Dantas (violão de sete cordas) e Jakson Delano (sopros).

Hip-Hop

Aborígine – https://youtu.be/VfpI09saw5

Markão Aborígine é educador social a 15 anos, já foi Conselheiro Tutelar da cidade Estrutural e suas letras refletem essa experiência junto ao trabalho de base. Poeta e escritor lançou dois livros, percorrendo bienais e feiras do livro de Brasília e dezenas de Saraus por todo país, além de fundar a Editora Popular Poesia em Coletivo. Possui dois CD’s, além de videoclipes e documentários. Foi 3º colocado no Prêmio Tom Jobim de Música em 2012 e recebeu premiações da Secretaria de Cultura do Distrito Federal por meio do Prêmio Fac Hip Hop e Ministério da Cultura por meio do Prêmio Preto Ghoez.

Uma das figuras importantes da cultura brasiliense junto ao Hip Hop, idealizou e coordenou o Prêmio Hip Hop Zumbi e Cineclube Câmbio Negro e fundou o Coletivo ArtSam – organização reconhecida no campo da educação popular, defesa dos direitos humanos e protagonismo periférico, que por 10 anos realizou centenas de ações em Samambaia, como a Escola de Formação do Hip Hop e o Sarau Samambaia Poética, publicou o livro Mulher Quebrada.

Atitude Feminina – https://youtu.be/BYZXz_dKRl0

De São Sebastião, o grupo teve a sua primeira formação no ano 2000 e desde o começo chamou a atenção para o lado feminino do movimento HIP HOP, pelo seu engajamento contra Violência Doméstica e discriminação das mulheres de classes mais humildes da sociedade. Com as fortes letras, as suas músicas conseguiram destaque entre os jovens da periferia, Rádios Comunitárias e Produtores de eventos, sendo muito requisitadas para apresentações em todo o Brasil. Ganharam o Prêmio Hutúz de 2005 com a música “Rosas” na categoria de melhor demo feminino. O CD intitulado “Rosas” saiu pelo selo Atitude Fonográfica em Agosto de 2006 e no mesmo ano voltaram a ganhar o Prêmio Hutúz como grupo Revelação. Em 2010 participaram do Fórum Hip Hop Mulher em São Paulo, onde lançaram o documentário, curta-metragem e videoclipe “Enterro do Neguinho” que já tem mais de 7.990.000 acessos no YouTube e receberam o prêmio Hip Hop Zumbi em 2010 e 2011, além do prêmio Preto Goéz do Ministério da Cultura. O grupo gravou o primeiro DVD em 2011 na sala Villa Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro – Brasília.

Iniciou sua carreira internacional fazendo um grande show em Mindelo, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde (África), onde gravou videoclipe com participação do artista local “Element D”. Em 2015, lançou o DVD “Nossa História”, o primeiro DVD de um grupo feminino de rap com conteúdo próprio lançado no Brasil.

Cléo Street – https://www.youtube.com/watch?v=BjX5c6uiMRw

A rapper, escritora, roteirista e produtora, idealizou o Hip-Hop Mulher e realizou o primeiro evento feminino de Rap do DF. Premiada nacional e regionalmente pelo protagonismo feminino na cultura Hip-Hop, difunde e incentiva o Hip-Hop entre às mulheres.

Família PR15 – https://youtu.be/Cjbp4Fp7loI

Está na estrada desde 1999. O grupo nasceu em um projeto social chamado Oficina de Rap, que ensinava aos jovens as várias formas de arte dentro da cultura Hip-Hop. E para não deixar esse ciclo do bem morrer, fundou vários projetos sociais como Associação Vila dos Sonhos, Elemento Cinco, Hip Hop Direitos Humanos e Enraizando Idéias. Em 2015, lançou o CD Sonhos Podem Acontecer.

Grupo Cultural Azulim – Em 1993, com o assassinato do estudante Marco Antônio Velasco, espancado até a morte por gangues de artes marciais, foram cadastradas inúmeras gangues em todas as cidades do Distrito Federal, inclusive a dos “Azulins”, nome dado pela comunidade de Sobradinho a um grupo de sete rapazes negros que dançavam Hip-Hop e Break, no meio da rua, nos anos 80 e 90. Para reverter essa imagem, em 1994, os jovens foram chamados pelo então major do 13º BPM para desenvolver atividades voltadas à comunidade. A ideia deu certo, e com o apoio da Associação do Bem-Estar Social, o grupo foi criando forma e passou a participar de várias iniciativas sócio-culturais. Mas só em 2000 tornou-se uma entidade não governamental. A principal ferramenta utilizada pelo Grupo Cultural Azulim é o processo de mudança por meio do Hip-Hop (a Música, a Dança e Grafite). Preocupados com combate às drogas e à violência, o Grupo passou a investir nas atividades esportivas, realizando uma série de torneios de futebol e vôlei com o titulo de “Uma Jogada Contra as Drogas”. Ao longo desses anos, vem desenvolvendo oficinas de Capoeira, Desenho e Grafite, Dança de Rua e de Música com DJ´s, sendo os instrutores voluntários da própria comunidade que hoje fazem parte da ONG. Dentro do Grupo Azulim, surgiram os grupos musicais “Liberdade Condicional” e “Retrato Falado”. (Com informações da Artise)

Grupo Charadas – https://youtu.be/5Sa5juWV7JY

Liberdade Condicional – https://youtu.be/E-ydxz2shHI

No show, o grupo canta músicas próprias e de outros compositores que contagiam o público, que pode cantar e dançar. No palco, um DJ e três MCs: o primeiro comanda a trilha sonora e os MCs comandam as rimas.

Thiago Spok e Gabriel Blasko – Essa parceria nasceu durante a Batalha de Rima da PR, evento que acontece na cidade de Sobradinho DF, onde vários MC’s se encontram e duelam entre si através, com frases de improviso através do Rap, desde o início dos anos 2000. A dupla tem como objetivo criar novas formas de expressão com rimas ousadas e inteligentes mostrando a realidade das ruas, seus anseios e desabafos, sempre valorizando a poesia periférica de forma criativa e verdadeira.

VéiOeste – https://youtu.be/vINJI7cdXFk

Grupo de RAP ceilandense, formado por Byzu, Dabliw, O Bairrista, Rafinha Bravoz e Dj Léo Zulu. Fundado em 2011, o grupo, que é integrante da banca AltoKalibre, exalta a essência e identidade do Hip Hop de Ceilândia e inspirado na mensagem da “Velha Escola” do rap local, traz novo conteúdo, ideias e significados para a sigla CEI. Com beats fortes, um flow ágil e agressivo os caras do VÉI OESTE prometem fazer barulho.

Vera Veronika – https://youtu.be/-dDjI4J2_Fk

Com 25 anos de carreira, a cantora de Rap gravou no ano passado o seu último disco e DVD-Livro. Integra o movimento cultural HIP-HOP desde 1992. Foi primeira mulher a cantar o estilo no Distrito Federal. Tem 38 anos e é negra, pedagoga e professora universitária, com mestrado em Educação. Produtora de Eventos Culturais voltados às comunidades carentes, jovens em situação de risco social, educandos e educadores tratando de questões étnico-raciais, gênero; homofobia e diversidades. Desenvolve trabalho solo, intitulado VERA VERONIKA CANTA MPB-RAP (Música Para o Povo Brasileiro em Ritmo e Poesia), CD com 26 faixas, entre músicas e interlúdios com RAP, SAMBA; REGGAE; CHARME e MPB, com variadas participações de expressão na Cultura HIP HOP como GOG, X-ex Câmbio Negro, DINO BLACK, DJ RAFFA, R-DY, REY- Cirurgia Moral, entre outros nomes do RAP NACIONAL.

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