Produção da Gullane reúne Milton Nascimento com ex-membros do icônico Clube da Esquina e recebe convidados especiais para gravar versões inéditas de canções eternizadas na MPB

Um estúdio isolado, com vista cinematográfica para as bucólicas montanhas de Minas Gerais serviu de cenário para um grande reencontro: foi ali que Milton Nascimento reuniu a turma do Clube da Esquina para regravar músicas que marcaram a sua carreira. Em meio a essa jam histórica, o ator Gabriel Leone conduz um bate-papo em que Lô Borges, Márcio Borges, Ronaldo Bastos e Milton relembram histórias da época em que as canções foram gravadas.

O resultado dessa reunião, que conta ainda com convidados especias como Seu Jorge, Gal Costa, Criolo, Maria Gadú, Samuel Rosa, Iza e Ney Matogrosso, pode ser conferido nos seis episódios da série original Canal Brasil “Milton e Clube da Esquina”, que estreia no dia 31/01, às 22h30. Após a exibição na televisão, todos os episódios estarão disponíveis no Canal Brasil Play também para não-assinantes.

Com produção da Gullane, direção assinada por Vitor Mafra, argumento de Fabiano Gullane e roteiro de Danilo Gullane, Marcelo Dantas e Vitor Mafra, a atração se baseia no livro “Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina”, de Márcio Borges, e encerra a turnê de Bituca dedicada ao álbum duplo lançado no início da década de 1970: “Esse projeto busca trazer para o público brasileiro e mundial um pouco do talento do Milton e de todos os parceiros que foram responsáveis pelo Clube da Esquina. É uma alegria para nós da Gullane trazer esse grande projeto em parceria com o Canal Brasil; esperamos que a série possa trilhar o mesmo caminho de sucesso que as músicas trilharam” afirma Fabiano Gullane.

No episódio de estreia, Milton Nascimento recebe Seu Jorge, Samuel Rosa e Lô Borges. Da esquina em Belo Horizonte que deu nome ao grupo até as influências mundiais, Milton e Lô relembram as primeiras composições e as dificuldades, como a resistência da gravadora em investir em Lô Borges, então um garoto desconhecido. “Clube da Esquina”, “Para Lennon & McCartney” e “Clube da Esquina Nº 2” são reinterpretadas.

Criado no início dos anos de 1970, O Clube da Esquina é lembrado até hoje, mesmo com uma discografia de apenas dois álbuns, como um dos conjuntos mais revolucionários da história da música brasileira. A banda por onde passaram Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Tavito e Wagner Tiso, entre outros, compôs canções que habitam a memória afetiva dos brasileiros em uma mistura de MPB, bossa nova, rock, psicodelia e jazz de sonoridade única. “Essa série foi um projeto marcante para mim.

Principalmente pela forma como tudo foi feito, em Minas Gerais, cercado pelas montanhas de minhas tantas memórias. E onde eu tive o privilégio de receber algumas das pessoas mais importantes do meu convívio. Artistas, músicos, profissionais e técnicos dos quais tenho a mais profunda amizade e admiração. Ter tido a chance de vivenciar todos aqueles amigos reunidos no lugar onde tudo começou, dividindo a mesma casa durante os vários dias de gravação e, o mais bonito de tudo isso, com um único objetivo: cantar e contar as canções do Clube da Esquina”, conta Milton Nascimento.

A atração completa as comemorações de aniversário do disco dublo Clube da Esquina, que, em 2019, ganhou turnê pelo Brasil e por nove países, com lotação esgotada. Os álbuns são um marco na história da MPB e Milton Nascimento decidiu fazer uma homenagem em grande estilo, com um projeto especial inteiramente dedicado ao Clube da Esquina.

Milton e o Clube da Esquina (2020) (6 x 30’)

Estreia: Sexta, dia 31/01, às 22h30
Horário: Sextas, às 22h30
Horários alternativos: sáb., às 13h; mad. de sáb./dom., às 2h; dom., às 9h e seg., à 0h15
Classificação: Livre

Empresa Produtora: Gullane
Produtores: Caio Gullane e Fabiano Gullane
Coprodutores: André Novis, Luiz Fernando Emediato e Suzana Villas Boas
Produtores Associados: Milton Nascimento e Augusto K. Nascimento
Consultor Artístico: Márcio Borges
Roteiristas: Danilo Gullane, Marcelo Dantas e Vitor Mafra
Argumento: Fabiano Gullane
Produtores Executivos: Ana Saito, Flávia Lopes e Suzana Villas Boas
Direção: Vitor Mafra
Apresentador: Gabriel Leone
Cantor: Milton Nascimento
Direção Musical: BiD
Produção Musical: BiD e Guilherme Held
Produção Artística: Danilo ‘Japa’ Nuha
Direção de Fotografia: Luiz Maximiano
Fotógrafo Still: Diego Ruahn
Finalizadora: Fogo Filmes
Montagem: André Finotti
Som direto: Gustavo Fioravante
Edição de Som e Mixagem: Alexandre Pereira e Igor Sciallis / Zastras Produções
Direção de Produção: Juliano Mundim
Supervisão de pós-produção: Patricia Nelly

Episódio 1

No primeiro episódio desta série de encontros, Milton recebe Seu Jorge, Samuel Rosa e Lô Borges. Da esquina em Belo Horizonte que deu nome ao grupo até as influências mundiais, os integrantes do Clube da Esquina relembram as primeiras composições e as dificuldades, como a resistência da gravadora na produção de um álbum duplo e no investimento em Lô Borges, um então garoto desconhecido. “Clube da Esquina”, “Para Lennon & McCartney” e “Clube da Esquina 02” são reinterpretadas por Milton e seus convidados.

Episódio 2

No segundo episódio da série, Milton revela a importância da família Borges em seu crescimento como músico, a inspiração do filme Jules & Jim, de François Truffaut, na sua decisão de se tornar um compositor e fala sobre o elo que o conecta a Gal Costa, com quem quase teve um filho. Além de Gal, que interpreta “Canção do Sal”, Criolo e Maria Gadú oferecem releituras de “Morro Velho” e “Nada Será como Antes”.

Episódio 3

“As minhas armas serão as canções”. Com esse pensamento, o letrista Márcio Borges ajudou o Clube da Esquina a enfrentar a ditadura militar, que estava no auge no início dos anos 1970. Apesar das críticas desfavoráveis da época, a popularidade do trabalho do grupo mineiro falou por si só, viajando o país e o mundo. Seu Jorge, Criolo e Maria Gadú retornam ao estúdio para um dueto com Milton em “Tudo o Que Você Podia Ser”, “Travessia” e “Paisagem da Janela”.

Episódio 4

Além do impacto social e da inovação artística, o álbum Clube da Esquina foi responsável por lançar a carreira de diversos jovens músicos. Milton era o grande maestro dessa orquestra e acreditava tanto no trabalho que ameaçou romper com a gravadora caso o disco não fosse produzido. Neste episódio, Lô Borges retorna ao estúdio com “Trem Azul”, seguido pela cantora Iza, que interpreta “Cravo e Canela”. Gabriel Leone e Milton encerram com “Um Girassol da Cor do seu Cabelo”.

Episódio 5

Ney Matogrosso se une aos convidados para interpretar “Maria, Maria”. Milton e ele discutem a importância da música, que originalmente foi composta para homenagear a mulher negra, mas se refere a todo o povo brasileiro. A qualidade como letrista e compositor é elogiada pelo produtor e compositor Ronaldo Bastos, que ressalta a capacidade de Milton de unir letra e melodia de forma inseparável. Samuel Rosa volta ao estúdio para cantar uma versão de “Tanto” e Milton dispensa convidados para uma releitura emocionante de “Cais”.

Episódio 6

Da criança autodidata no violão, passando pelo jovem que tocava contrabaixo num trio de jazz na noite de Belo Horizonte até o sucesso com o Clube da Esquina, Milton e seus parceiros relembram como um menino tímido da pequena Três Pontas se consagrou como um dos maiores músicos de sua geração e se converteu num artista apaixonado pela vida nos palcos. No último episódio da série, Maria Gadú retorna ao estúdio para cantar “Fé Cega, Faca Amolada”, Gal Costa interpreta “Paula e Bebeto” e Milton encerra a jornada com a música “Nos Bailes da Vida”, um de seus maiores sucessos.

Sobre o Canal Brasil

Há 21 anos, o que pauta o Canal Brasil é o compromisso com a cultura brasileira. A liberdade e a diversidade são celebradas nas chamadas, nas campanhas e em cada atração que vai ao ar. Com o cinema como parte expressiva de seu DNA, o Canal Brasil já exibiu mais de 5,3 mil filmes, entre longas e curtas-metragens, além de programas que abordam o tema e suas infinidades. A programação é plural, composta por muitos discursos e sotaques de vários cantos do país, com entretenimento para todo mundo que gosta de cinema e de uma boa história.

O Canal Brasil tornou-se o principal coprodutor de cinema brasileiro da América Latina, com 333 longas-metragens coproduzidos em uma década. Além da importância pelo volume de coproduções, a curadoria e o olhar apurado do canal para o cinema independente vêm se destacando, com a presença cada vez mais constante e consistente dos títulos que coproduz nos principais festivais internacionais de cinema do mundo.

Com direção geral de André Saddy, o Canal Brasil é uma joint venture entre a Globosat e o Grupo Consórcio Brasil, formado por Luiz Carlos Barreto, Zelito Viana, Marco Altberg, Roberto Farias, Anibal Massaini Neto, Patrick Siaretta, Paulo Mendonça e André Saddy (diretor-geral).

Sobre a Gullane

Em 1996, os irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane fundaram a Gullane, hoje somando mais de 45 filmes com destaque no Brasil e no exterior, 30 séries de televisão, inúmeros especiais e documentários. “Carandiru”, “Bicho de Sete Cabeças”, “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”; a franquia “Até que a Sorte nos Separe”; “Que Horas ela Volta?”, “Como Nossos Pais”, “Bingo, O Rei das Manhãs”; as séries “Alice” (HBO), “Unidade Básica” (Universal) e “Carcereiros” (TV Globo) ), “Irmãos Freitas” (Space, Amazon) e “Ninguém tá olhando” (Netflix são algumas das obras realizadas pela Gullane nos últimos anos.

Uma produtora ativa no crescimento do audiovisual brasileiro que compõe seus projetos com os melhores talentos e parceiros do entretenimento. Sua capacidade e empenho em todas as etapas de realização a garantiu importantes coproduções internacionais e a comercialização de suas obras para mais de mais de 60 países, levando a identidade do cinema nacional mundo a fora.

Caracterizada por sensibilizar e movimentar reflexões através de suas histórias, a Gullane já acumulou mais de 500 prêmios e nomeações, além de ter seus projetos reconhecidos nas seleções oficiais dos festivais mais importantes do mundo como: Oscar, Cannes, Berlim, Sundance, Toronto, Veneza e o prêmio Emmy.

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