Cia Burlesca cria projeto cultural virtual para se manter perto do público durante quarentena

Depois de longas semanas de bloqueio criativo e instabilidade emocional, em consequência do isolamento social necessário à contenção da pandemia do novo coronavírus, o grupo resolveu iniciar o projeto Surto Coletivo da Cia Burlesca pela internet.

Tudo começa com adesão do público ao termo do Surto Coletivo da Cia Burlesca, disponível no link tiny.cc/surtoburlesco, apresentado com cláusulas inventadas e bem-humoradas que leva o interessado a se reconhecer como surtado diante do cenário “de medo, terror e pânico” que vivemos.

A partir daí, quem aderir ao termo recebe por e-mail toda semana uma dose poética do medicamento fictício Surtanol, contendo escritos inéditos dos integrantes do grupo, fotos nunca divulgadas, e indicações de músicas, livros e filmes, com a intenção de melhorar o dia de quem está em casa.

Além disso a Cia Burlesca tem publicado frequentemente vídeos curtos e fotos que dialogam com a temática do surto. E toda sexta-feira às 11h, estão realizando transmissões ao vivo pelo Instagram (@ciaburlesca) com a participação de convidados. Toda semana tem bate papo com pessoas e movimentos do DF, que por meio de projetos de solidariedade nos oferecem doses de esperança para enfrentar os surtos cotidianos da quarentena.

Já recebemos nas nossas lives Sabrina Mendes diretora do Setor de Produção do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem-Terra, Max Maciel integrante do RUAS (Rede Urbana de Ações Solidárias) e nosso próximo encontro será com Hellen Frida, da Rede de Solidariedade do DF. Movimento que já doou mais de 1.200 cestas básicas e kits de higiene pelas periferias, além de atuar na divulgação de informações sobre o combate à violência contra as mulheres.

E assim o grupo vem pensando em estratégias artísticas e financeiras para aliviar os efeitos colaterais da quarentena, do luto aos acometidos fatalmente pelo vírus e de estarmos à deriva sem um governo atuante. Já imaginou tudo isso sem arte? Impossível, não é? Então é preciso colaborar com as várias campanhas de artistas locais espalhadas por aí.

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