CHARME POR CHARLOTTE VILELA


JACKIE

Pedro Marra e Isadora Campos reuniram um grupo de 100 convidados para a pré-estreia de Jackie, no Kinoplex Platinum do ParkShopping. O filme aborda, principalmente, os preparativos do funeral do presidente John Kennedy conduzidos por Jacqueline Kennedy e relembra, em elogiada atuação de Natalie Portman, o quanto a icônica personalidade demonstrou elegância e compostura até no momento mais trágico de sua vida.

Com direção de arte e figurino impecáveis, Jackie destaca, naturalmente, os looks da primeira-dama mais famosa dos Estados Unidos— do mundo, vamos combinar. Entre eles, o conjunto de saia e blusa vermelha usado no tour televiso feito para a TV mostrando o resultado da restauração que ela promoveu na Casa Branca; o conjunto preto usado no funeral e, claro, o Chanel Pink do dia do atentado, dramaticamente ostentado por ela com machas de sangue do marido até o retorno de Dallas a Washington.

Apesar de ser apaixonada por moda francesa, inteligentemente, buscou valorizar estilistas americanos, e foi muito feliz ao escolher Oleg Cassini para vesti-la. E como o filme, em seus flashbacks, não chega ao casamento de Jack e Jackie, a coluna resgata seu belíssimo vestido de noiva. Resgata, também, a grande impressão que o episódio recortado pelo filme causou ao mundo. Na Inglaterra, um jornalista do tabloide Evening Standard escreveu: “Jacqueline Kennedy deu ao pov o americano uma coisa da qual eles sempre careceram: majestade.”

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Jacqueline Kennedy, possivelmente, teria mudado o seu vestido de noiva, se pudesse. De repente por algo mais moderno e discreto, como era de seu feitio. Chegou a comentar que a peça não a favoreceu, evidenciando seus seios achatados e deixando-a parecida com um abajur. Injustiça com a criação de Ann Lowe que trabalhou com seda, num romântico modelo princesa com decote coração e aplicação de rosas. Para completar, mantilha que pertenceu à sua avó.

BEM-CASADO

Um dos itens mais tradicionais das recepções de casamento é o bem-casado. Atualmente, há a alternativa de se oferecer palha italiana ou brownies à saída da festa, mas as duas fatias de bolo separadas por recheio ainda é imbatível!

Degustando-o no dia seguinte, o convidado se lembra do casamento de uma maneira deliciosa. Apesar de simples, não é um doce para principiantes. O bem-casado perfeito tem que ser bem medido, cortado, embalado e, claro, bem gostoso. Mas pode ser bem criativo?.

Natalia Pinheiro, da Doce Sonho, apostou na inovação. Os doces que ela produz para Brasília e Rio de Janeiro têm o diferencial de uma fina cobertura de chocolate branco e oferece recheios além do doce de leite como damasco e nozes, por exemplo.

A empresária começou a cozinhar com a avó alemã, ainda menina e treinou muito nas festinhas de casa e da escola, quando sempre supreendia. No chá de bebê do filho, em 2012, fez todos os docinhos e recebeu ainda mais incentivo para investir no talento já conhecido. Foi atrás de montar um próprio negócio, e apostou no diferente.

Nem sempre tradição aceita inovação. Mas no caso de Natália, foi casou bem.

Bem_casado
Bem_casado

DNA

E o fabuloso mundo dos casamentos conta com um novo profissional na área da fotografia. Eduardo Iff é o braço direito de Lincoln Iff, um dos profissionais mais renomados e tarimbados desse segmento. Apesar da pouca idade, como apenas 23 anos, Dudu, como é conhecido, já conta cinco anos de experiência com casamentos assinados no Brasil e exterior. No começo, era mais um integrante da equipe do pai, acompanhando-o nos casamentos. Mas conquistou credibilidade e confiança e já “segura” trabalhos sozinho saindo-se muito bem.

Poderia tê-los poupado de toda essa apresentação, já que uma imagem vale mais que mil palavras. Ei-la!

Foto: Eduardo Iff
Foto: Eduardo Iff
Eduardo Iff
Eduardo Iff

Nota de homenagem à Dona Marisa Letícia

Conheci dona Marisa no governo Lula durante recepção no Palácio do Jaburu. Fomos recebidos pelo saudoso vice-presidente José Alencar e dona Mariza Gomes, um casal maravilhoso. Dona Mariza, então, um amor de pessoa, uma unanimidade aqui em Brasília.

Neste dia, as pessoas fizeram fila para conhecer dona Marisa Letícia. Eu também estava lá. Beijinho no rosto, um sorriso e uma foto. Foi bem rápido, mas ficou a boa impressão de uma mulher simples, simpática e discreta. Ela ficou na companhia dos anfitriões e pessoas mais próximas, sempre atendendo com atenção quem a abordava. Também cantamos Parabéns, pois ela aniversariava por aqueles dias. Foi um encontro colorido e alegre, sem maiores formalidades e protocolos.

Nos tempos de Palácio da Alvorada, nunca se deslumbrou e declinou o papel da primeira-dama-rainha tão apreciado em nossa sociedade. Preferiu o posto que sempre lhe coube: dona de casa e esteio da família, apresentando-se ao lado do marido quando a ocasião pedia. Nesses momentos, ficava claro o carinho, respeito e cumplicidade entre o casal. Lula, dizem, também tinha na mulher uma ouvinte atenciosa e uma conselheira sábia.

A coluna lamenta sua morte e se compadece do sofrimento da família. Lamenta, profundamente, também, a atmosfera de ódio que tomou conta do país e não dissipa nem em momentos de luto. É muita indignidade, desumanidade e incapacidade de lidar com as diferenças. Para usar um termo bastante usado nas colunas sociais de outros tempos: não é de bom tom.

Dona Marisa Letícia e Charlotte Vilela
Dona Marisa Letícia e Charlotte Vilela

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