Texto inédito de Paula Autran, com direção de Michelle Ferreira estreia Castor Y Pólux – Uma Constelação com apoio da Lei Federal Aldir Blanc, através do Edital Expresso Proac LAB da Secretaria de Cultura Criativa do Estado de São Paulo.

Essa montagem do texto foi adaptada e criada especificamente para plataformas virtuais. A temporada acontece gratuitamente pelo Youtube de 30 de março a 2 de abril de 2021, às terças, quartas e quintas, às 21h.

No elenco estão os atores Fernanda Viacava, Henrique Schafer e Paulo Barcellos.

Sinopse

Uma constelação. Peça que se passa nos dias atuais, mas que é uma espécie de seta apontada para o futuro. Três personagens que buscam, nos dias finais da vida sobre a Terra, saída para algum lugar no qual possam continuar a viver, ao mesmo tempo que pretendem esclarecer entre si suas relações mal resolvidas de uma vida inteira.

A equipe conta que iniciou os estudos a partir dos mitos de Caim e Abel e de Castor e Pólux e temas em comum e caros surgiram durante o processo: a relação fraterna como organizadora da noção do “eu” – o outro que se assemelha e se diferencia e que gera amor e ódio -; a dominação e o descolamento do homem da natureza – monocultura versus permacultura; a situação de paralisia e lacunar de espaço e tempo – entre passado e futuro – em referência à filósofa Hanna Arendt; e, o retorno e ascensão no mundo de regimes, governos e pensamentos autoritários e retrógrados.

O projeto se debruça em reflexões formais e de conteúdos sobre um momento de mundo – também no que se refere ao isolamento imposto pelo COVID-19 – em que todos estamos voltados: a necessidade de mudanças de perspectiva de humanidade e a possibilidade da extinção dos seres humanos no planeta.

Partindo da reflexão de Freud sobre as três feridas narcísicas da humanidade, que nos foram infringidas por Copérnico, Darwin e pelo próprio Freud, o presente projeto põe em cena personagens que tem ressonâncias com figuras bíblicas e mitológicas. No entanto, os coloca em um momento atual, misturados às pesquisas de ponta sobre fotossíntese e tecnologia, e em um intrincado jogo de relacionamentos humanos entre irmãos e amores mal resolvidos do passado. Em meio a esse emaranhado humano surge o momento crucial: o que fazer em meio ao final dos tempos? Como sairemos dessa enrascada?

O roteiro e direção de Michelle Ferreira aponta para uma linguagem híbrida – entre teatro, cinema e videoarte – que intensifica a sensação de final dos tempos e engendra à trama um tom frenético, poético e de horror. A inserção das imagens sublimes e grandiosas do vídeo-artista ítalo-alemão Stefano di Buduo, potencializam e contrapõem às imagens captadas pelos atores em suas residências e suas participações ao vivo, criando assim, uma atmosfera que caminha no limite entre o absurdo e o real.

Tudo isso se junta à história que se passa com os personagens tendo que resolver dois dos maiores enigmas da humanidade: como desenvolver fotossíntese por nós mesmos? O que fazer quando a Terra chegar no seu limite?

Sobre Paula Autran

Paula Autran é doutora e mestre em artes cênicas pela ECA/USP. Jornalista, dramaturga, escritora e professora de dramaturgia. Tem dez peças encenadas, entre elas Nos Países de Nomes Impronunciáveis; O Menino que não Sabia Chorar, A medida do meu mundo sem você e O Armário Mágico, com o qual foi indicada à autora revelação no Prêmio FEMSA de teatro.

Foi integrante do círculo de dramaturgia, do CPT, de Antunes Filho e do workshop do Royal Court Theatre. Entre seus dez livros publicados está: “O Pensamento dramatúrgico de Augusto Boal. As lições da EAD”, da Desconcertos Editora. Faz vídeos sobre escrita em seu canal de YouTube: Simplificando a escrita com Paula Autran. E desde o começo da pandemia faz lives diárias sobre a linguagem e a pandemia, no seu instagram @paula.autran.

Sobre Michelle Ferreira

Michelle Ferreira é atriz, dramaturga, roteirista e diretora. Formada pela Escola de Arte Dramática, cursou Ciências Sociais na Universidade São Paulo e é graduada em Produção Audiovisual. Foi integrante do Núcleo de Dramaturgia do CPT, com coordenação de Antunes Filho, por oito anos. ( 2003-2011). Foi duas vezes finalista do Prêmio Luso- Brasileiro de Dramaturgia (2009 com “Reality Final” e 2011 com “Tem alguém que nos odeia”) Já teve seus textos encenados por nomes como Cacá Carvalho (EstudoHamlet.com), Hugo Possolo (Riso Nervoso), Mario Bortolotto (Como ser uma pessoa pior), Lee Thaylor ( Lilith S.A), Eric Lenate (Sit Down Drama), José Roberto Jardim (Tem alguém que nos odeia), Isabel Teixeira (Animais na pista), Ramiro Silveira ( Reality Final e A Vida Dele) e Maria Maya ( Não somos amigas). Escreveu e dirigiu Os adultos estão na sala, e foi indicada ao Prêmio Shell de melhor autora em 2013 .

Seu trabalho estreia internacionalmente em 2016, na Escócia (There is someone who hates us), com a produção do Teatro Nacional da Escócia ( NTS) e direção de Amanda Gaughan no projeto A Play, a Pint anda a Pie. Ganhou o prêmio Proac de criação Literária – Dramaturgia em 2017, com sua peça “4 da espécie – a história do corpo coisa nenhuma”. Adaptou “Uísque e Vergonha” dirigida por Nelson Baskerville e por esse trabalho concorreu a melhor dramaturgia no Prêmio Bibi Ferreira de 2019. No mesmo ano estreou em Buenos Aires “Hay Alguien que nos odia”, com Strela Straus e Marina Artigas, direção de Patto Wittis. Escreveu e dirigiu “Eu não sou Harvey – o desafio das cabeças trocadas”, com Ed Moraes, que fez uma temporada de sucesso no auditório do SESC Pinheiros em 2020. O primeiro longa que assina o roteiro “Coração de Leão” com direção de Ale McHaddo, estrelado por Leandro Hassun. Escreveu uma série para FOX, dirigida por Suzana Lira e atualmente escreve uma série para a NETFLIX. Escreveu treze peças de teatro, sendo apenas uma inédita. Tem apenas uma publicação.

Sobre Fernanda Viacava

Fernanda Viacava é atriz e entre os espetáculos nos quais atuou estão: Renata Palottinni, Amor, Poesia e Anarquia, dir. Pedro Vieira; Jornada de um Imbecil Até o Entendimento, de Plinio Marcos, dir. Helio Cícero; A Procura de Emprego, de Michel Vinaver, dir. Jean Claude Bernardet e Rubens Rewald; Vox, dir. Hélio Cícero; Gata em Telhado de Zinco Quente, dir. Eduardo Tolentino; Memórias (não) Inventadas, dir. André Garolli; Abajur Lilás, de Plinio Marcos, dir. André Garolli; Dançando em Lúnassa, de Brian Friel e Balanganguéri, o Lugar onde ninguém mais ri de Tom Murphy, ambos com direção Domingos Nunes; Isso é O Que Ela Pensa, dir. Alexandre Tenório; As Três Mulheres Sabidas, dir. André Garolli e Luciana Viacava; com direção Eduardo Tolentino, no grupo TAPA, atuou em As Viúvas, Contos de Sedução, Camaradagem, Vestir os Nus e Amargo Siciliano de Luigi Pirandello, Réquiem de Hanoch Levin, dir. Francisco Medeiros; Dotoréia, dir. Brian Penido Ross; Os Cafundó, dir. Francisco Bretas; O Prodígio do Mundo Ocidental, direção: Ariela Goldman, Nada mais foi dito nem Perguntado, dir. Marco Antonio Rodrigues e Malkhut, dir. Denise Weinberg, A Maldição do Vale Negro, dir. Dagoberto Feliz. Como atriz no cinema, atuou nos longas: Peso Morto, de Kauê Teloli; A Menina que Matou os Pais, de Mauricio Eça; Querida Mamãe, de Jeremias Moreira; Caju com Pizza, de Francisco Ramalho; Marulho, de Miguel Antunes Ramos; Mundo Cão, de Marcos Jorge; Uma Noite em Sampa, de Ugo Giorgetti, entre outros.

Sobre Henrique Schafer

Henrique Schafer é formado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ECA/USP. Dedica-se a atividades artístico-pedagógicas e gestão cultural, além dos trabalhos de atuação em teatro, televisão e cinema. Atuou, entre outras, no solo “O Porco”, de Raymond Cousse, com direção de Antonio Januzelli e pelo qual foi indicado ao Prêmio Shell 2005; “Afogando em Terra Firme”, de Alan Ayckbourn e direção de Eduardo Muniz, sendo indicado ao Prêmio APCA de Melhor Ator; “Consertando Frank”, de Ken Hanes e direção de Marco Antonio Pamio, peça indicada como Melhor Espetáculo pela APCA em 2015; e “Sinthia”, com texto e direção de Kiko Marques, em 2016 e 2017. Na televisão, entre outros, atuou nos seriados “Som e Fúria”, com direção de Fernando Meirelles; “A Menina sem Qualidades”, dirigido por Felipe Hirsh; “O Negócio”, da HBO; na novela “Em Família”, dirigida por Jaime Monjardim; e na segunda temporada do seriado 3% , da Netflix. Em cinema atuou no longa “O que se Move”, de Caetano Gotardo e em vários curtas e médias, como “As Aventuras do Homem Invisível”, de Maria de Medeiros; “L”, de Tais Fujinaga; “Coisas Frágeis”, de Gustavo Fattori e Tatiana Otaka; “Marulho”, de Miguel Antunes Ramos; e “Demônia”, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet.

Sobre Paulo Barcellos

Paulo Barcellos, 51 anos, é ator, diretor e educador de teatro. Em 1987 ajudou a constituir o Armazém Cia. de Teatro, grupo de amplitude nacional com o qual trabalhou durante dez anos e participou de 14 montagens. Entre elas: A Ratoreira é o Gato (1994), A Tempestade (1995) com participação de Paulo Autran e Édipo (1996). Em São Paulo trabalhou em vários espetáculos com diferentes elencos e grupos, entre eles: Ensaio sobre a Queda de Carlos Canhameiro e dir. de Marcelo Lazzarato; A Vida de Galileu Galilei de Bertold Brecht e dir. de Rubens Velloso; Galeria Metrópole de Mário Viana e dir. de Paulo Capovilla, Os Justos de Albert Camus e dir. de Roberto Lage, Em Alguma Margem, no rio de Viviane Dias e dir. de Jairo Mattos, entre outros. Constituiu o Coletivo Bruto em 2007, com o qual vem trabalhando desde então. Com o Coletivo participou das montagens Mentira (2014), Vergonha (2016), O Que Está Aqui é O Que Sobrou (2012), Habitação Bruta (Projeto Zona de Risco 2010 – CCSP) Residência Guerra Total ou à Perder de Vista/TUSP (2010) e Guerra Cega Simplex Feche os Olhos e Voe ou Guerra Malvada (2008). Sempre trabalhou em projetos ligados à concepção de um teatro de grupo. É formado em Licenciatura em Filosofia na UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba).

Sobre Stefano di Buduo

Stefano Di Buduo é um videoartista ítalo-alemão, documentarista e fotógrafo. Depois de estudar Artes e Ciências da Performance Digital na Università La Sapienza de Roma, onde também fundou a empresa multimídia AESOPSTUDIO em 2008, seus projetos o levaram à França, Portugal, Dinamarca, Polônia, Argentina, Brasil, EUA, China, Índia, Irã e várias vezes para a Alemanha e Itália. A partir de 2005 trabalhou por muitos anos como artista multimídia para o projeto de interferência urbana Città Invisibili (Cidades Invisíveis) do grupo italiano Teatro Potlach , com apresentações em várias cidades da Europa, Ásia e América Latina. Em 2009, Di Buduo criou o mundo subaquático virtual para a premiada peça 20.000 Léguas Submarinas (baseada em Júlio Verne / Teatro Potlach). Seguiram-se videoinstalações e mapeamentos de vídeo como parte de festivais e eventos internacionais como B. “Vision of Odin” em Holstebro / Dinamarca, “Incubatio” no Museo Nazionale Svevo de Manfredonia / Itália, bem como o mapeamento de vídeo no Estação de metrô Battistini em Roma.

Ainda em Holstebro, “500 anos de Lutero”, bem como as projeções de vídeo no porto de Struer / Dinamarca 2017. Em junho de 2018, Stefano Di Buduo projetou a instalação de mapeamento de vídeo “Un omaggio a De Chirico” em Domodossola, no Rovereto praça. Ele colabora contínuamente com os diretores Bernadette Sonnenbichler, Thomas Krupa, Yael Ronen e Brit Bartkowiak, bem como com o cenógrafo e diretor Wolfgang Menardi. Mais recentemente, trabalhou no Düsseldorfer Schauspielhaus, no Berliner Ensemble, no Münchner Kammerspiele, no Stadttheater Ingolstadt e no Schauspiel Hannover. Na temporada 19/20, ele desenvolveu o design de vídeo para a estreia mundial de (R) Evolution – Um Guia para a Sobrevivência no Século 21 no Thalia Theatre, encenado por Yael Ronen. Ainda em 2020 assina a vídeo cenografia e desenho de luz para o mais recente espetáculo de Roberta Carreri do Odin Teatret, Flowers for Torgeir.

Sobre Aline Meyer

Aline Meyer faz trilha sonora para teatro desde 1991. Iniciou sua formação nesta área com Tunica Teixeira, com quem realizou diversos trabalhos. Criou a trilha sonora de espetáculos dirigidos por Gianni Ratto, Marcos Caruso, Bibi Ferreira, Sérgio Mamberti, José Possi Neto, Francisco Medeiros, Fauzi Arap, Marília Pêra, Ron Daniels, entre outros. De 1999 a 2005, realizou a trilha sonora dos espetáculos produzidos pelo Ágora – Centro de Desenvolvimento Teatral, em São Paulo, então coordenado por Roberto Lage e Celso Frateschi. Ministra cursos e oficinas de áudio e sonoplastia para teatro. Seus últimos trabalhos são Réquiem para o desejo, de Alexandre dal Farra, direção de Ruy Cortez (2018); Punk Rock, de Simon Stephens, direção de Ondina Clais Castilho e Ruy Cortez (2018); Não Somos Amigas, de Michelle Ferreira, direção de Maria Maya (2017); A plenos pulmões, a partir da obra de V. Maiakovski, direção de Márcia Abujamra (2017); A mulher que digita, de Carla Kinzo, direção de Isabel Teixeira (2017); e, O Subsolo, de F. Dostoievski, adaptação de Celso Frateschi, direção de Roberto Lage (2016) – Trilha Sonora.

FICHA TÉCNICA

Texto: Paula Autran
Roteiro e direção: Michelle Ferreira
Elenco: Fernanda Viacava, Henrique Schafer e Paulo Barcellos
Produção Executiva: Maria Fernanda Coelho e Patrícia Braga Alves
Vídeoarte: Stefano di Buduo
Sonoplastia: Aline Meyer
Montagem e transmissão: Alexandre Simão
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Projeto Gráfico: Natália Lemos
Realização: Palipalan Arte e Cultura

SERVIÇO

Dias 30 de março, 01e 02 de abril
06, 07 e 08 de abril
21 horas
terças, quartas e quintas
Gratuito
Transmissão pelo YouTube – Palipalan Arte e Cultura
https://bityli.com/palipalanarteecultura

Drama
40 minutos
Recomendação etária – 16 anos

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