Nesta sexta (17) será a vez da megaprodução futurista Metrópolis, do diretor alemão Fritz Lang, que contará com trilha sonora tocada ao vivo na Casa do Cantador

Durante todas as sextas-feiras de agosto, na Casa do Cantador, serão exibidos filmes clássicos com trilha sonora executada ao vivo pela banda brasiliense Protofonia. É a 1ª Mostra de Cinema Casa do Cantador que apresenta gratuitamente, filmes da Era do Cinema Mudo.

Já foram exibidos no evento filmes de grandes diretores como Charlie Chaplin e Alfred Hitchcock. Na próxima sexta (17) será exibido o longa-metragem Metrópolis de 1927, do diretor alemão Fritz Lang. A película é uma megaprodução futurista da época com efeitos especiais grandiosos à frente do seu tempo. O enredo mostra com elementos

expressionistas um profundo questionamento sobre a modernização do mundo.

O projeto que conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do DF tem o objetivo de levar a sétima arte para a regiões fora do Plano Piloto. “Sempre me chamou a atenção que Ceilândia não tinha uma sala de cinema”, destaca o cineasta Arthur Gonzaga, idealizador do projeto.

Nascido e criado na Ceilândia, Arthur sempre teve contato com a linguagem artística por meio dos avós tocadores de viola e do pai cinéfilo. Desde cedo sabia que queria ser cineasta, mas quando era mais jovem as oportunidades eram quase nulas na região. “Era um sonho fazer uma mostra na Ceilândia.”

Nesse contexto, Arthur decide fazer uma Mostra que une cinema e música. Assim, convidou a banda Protofonia, que já tem experiência com trilhas sonoras para teatro e filmes, para participar desse projeto.

O trio que é composto por André Chayb (guitarra), Janari Coelho (bateria) e André Gurgel (baixo) aceitou o desafio de compor uma trilha especial para cada filme. O público que comparecer ao evento poderá assistir o Protofonia tocando ao vivo durante as exibições.

A banda que está comemorando 10 anos de carreira tem um trabalho voltado para música instrumental autoral com influências do jazz, rock progressivo, improvisação livre, ritmos brasileiros e música erudita contemporânea.

“Fizemos toda a trilha sonora do zero e utilizamos os gêneros das películas como inspiração. Criamos um ambiente mais futurista para Metrópoles por exemplo, erudito para Potemkin, algo mais cômico e melancólico para Chaplin e um clima de terror para Hitchcock”, ressalta o baterista.

O curador da mostra é o crítico de cinema, professor, pesquisador e jornalista paulista Sérgio Alpendre. Sua escolha se baseou na importância que os filmes têm para o desenvolvimento da linguagem cinematográfica mundial. “Cada um representando uma cinematografia diferente”, destaca o curador.

Na Mostra ainda serão exibidos dois filmes: Limite (1931), filme brasileiro de Mario Peixoto, uma poesia cinematográfica e o russo Encouracado Potemkin (1925), eleito diversas vezes o melhor de todos os tempos.

Mostra de Cinema Casa do Cantador
De 3 a 31 de agosto sempre às sextas-feiras
Na Casa do Cantador – Quadra 32 Área Especial G – Ceilândia Sul
Entrada Franca
Informações: (61) 98180-3321
Classificação Indicativa: Livre

17 de agosto
Metrópolis
Às 18:30 palestra com o idealizador da Mostra Arthur Gonzaga
Às 19:30 horas exibição do filme

24 de agosto
Encouraçado Potemkin
Às 18:30 palestra com o idealizador da Mostra Arthur Gonzaga
Às 19:30 horas exibição do filme

31 de agosto
Limite
Às 18:30 palestra com o idealizador da Mostra Arthur Gonzaga
Às 19:30 horas exibição do filme

Sinopse dos filmes

Metrópolis (1927), de Fritz Lang. Uma megaprodução futurista da época com efeitos especiais grandiosos à frente do seu tempo. O enredo mostra com elementos expressionistas e um profundo questionamento da modernização do mundo, a classe privilegiada vivendo em um belo jardim enquanto os operários são destinados a trabalhar em galerias no subsolo. Duração: 153 minutos

Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein. Baseado em fatos históricos, narra a rebelião dos marinheiros do navio de guerra Potemkin em 1905. A sequência do massacre na escadaria de Odessa é considerada a mais influente da história do cinema. Apesar da história isolada, o longa acabou se tornando um arauto universal conta a injustiça e a opressão. Duração: 65 minutos.

Limite (1931), de Mario Peixoto. Protagonizado por um rapaz que há pouco deixara a adolescência, retrata a vida do personagem que recorda seu passado num barco à deriva. Uma poesia cinematográfica. A grande contribuição brasileira à fase muda do cinema, uma obra única e imperdível. Duração: 120 minutos

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