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Caio Fernando Abreu: roadmovie percorre sua trajetória

Caio Fernando Abreu | Foto: Divulgação

Muitas cidades testemunharam a breve vida de Caio Fernando Abreu, morto em 1996, aos 48 anos. São Paulo, Santiago, Amsterdã, Berlim, Colônia, Porto Alegre, Paris e Londres são revisitadas no documentário “Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes”, um roadmovie poético e afetivo que refaz o percurso do cultuado escritor. O filme, de Bruno Polidoro e Cacá Nazário, será exibido no Curta!.

Considerado um dos maiores contistas do Brasil, Caio abordou temas como solidão, medo, a certeza da morte, o sexo e a atmosfera política (ele mesmo foi perseguido durante a ditadura militar). Autor das obras-primas “Os Dragões Não Conhecem o Paraíso” e “Morangos Mofados”, ele se tornou amigo de importantes figuras do meio cultural. São justamente a memória e a literatura que conectam as amizades pelas diferentes partes do mundo onde Caio esteve. Espalhados por aquelas cidades, seus amigos — como Maria Adelaide Amaral, Luciano Alabarse, Grace Gianoukas e Adriana Calcanhotto — recorrem à sua obra e interpretam seus textos para, assim, celebrarem a existência do escritor.

Assim como mudam as cidades, por entre estradas e ferrovias, também mudam os idiomas em que são lidos os textos, mostrando a força universal da poesia e a potência da produção literária de Caio. Assim, o filme estabelece também uma narrativa que se passa conforme os fragmentos dos poemas vão sendo apresentados, na tentativa de que a obra fale pelo seu autor.

O documentário, produzido pela Besouro Filmes, renuncia aos formatos mais tradicionais: em vez de se utilizar de depoimentos e imagens de arquivo para contar uma biografia, enfoca o próprio personagem — através de sua poética e de suas andanças pelo mundo — para dar conta de sua trajetória. A exibição é na Quinta do Pensamento, 20 de maio, às 22h30.

Violão é protagonista de novo episódio da
série ‘Roda de Choro’

O novo episódio, inédito, de “Roda de Choro” é protagonizado por um dos instrumentos mais tradicionais desse gênero musical: o violão. A série, uma exclusividade do canal Curta!, mostra o papel central dele na unidade rítmica e harmônica do chorinho — como o gênero é mais conhecido —, bem como sua evolução através do tempo.

Mesclando passado e presente, o episódio relembra grandes músicos que já se foram, como Heitor Villa-Lobos e Quincas Laranjeiras, e entrevista violonistas contemporâneos como Paulo Aragão, Lucas Porto e Paula Borghi, que falam de suas próprias relações com o violão. Entre as canções apresentadas durante o episódio, estão “Brasileirinho”, de João Pernambuco, e “Formigueiro”, de Maurício Carrilho — que também é entrevistado.

“Roda de Choro” tem 13 episódios: “O que é o Choro”; “Flauta”; “Violão”; “Clarinete”; “Piano e Acordeon”; “Cavaquinho”; “Madeiras e Metais”; “Violão de 7 Cordas”; “Bandolim”; “Bandas, Retretas e Orquestra”; “Mundo Afora”; “Pandeiro e Percussão” e “O Choro Vive”. A série conta com a produção executiva de Gabriel Corrêa e Castro e Sérgio Pedrosa, direção de Luiz Guimarães de Castro e consultoria de Joel Pizzini. A produção é da Polofilme e da Viralata, e foi viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual. O episódio estreia na Segunda da Música, 17 de maio, às 21h30.

Segunda da Música (MPB, Jazz, Soul, R&B) – 17/05

21h30 – “Roda de Choro” (Série) – Ep.: “Violão”
Instrumento clássico do choro, o violão tem grande importância na evolução do gênero. Seu papel central na unidade rítmica e harmônica do choro é fundamental nas rodas e apresentações. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 18 de maio, terça-feira, às 01h30 e às 15h30; 19 de maio, quarta-feira, às 09h30; 22 de maio, sábado, às 18h35; 23 de maio, domingo, à 09h45.

Terça das Artes – 18/05

22h25 – “A Alma da Gente” (Documentário)

Um grupo de jovens da periferia do Rio de Janeiro entra para o Corpo de Dança na Maré, coordenado pelo coreógrafo Ivaldo Bertazzo. Filmado em dois tempos, com um intervalo de dez anos, o documentário mostra os diferentes destinos dos personagens, marcados pela transformação através da arte. Direção: David Meyer e Helena Solberg. Classificação: 10 anos. Horários alternativos: 19 de maio, quarta-feira, às 02h25 e às 16h25; 20 de maio, quinta-feira, às 10h25; 23 de maio, domingo, às 15h05.

Quarta de Cinema (Filmes e Documentários de Metacinema) – 19/05

22h15 – “O Prólogo” (Documentário)

“O Prólogo” discute o uso da propaganda política através do cinema e da televisão na década de 1960, desvendando a cultura dos antigos curtas-metragens que passavam antes das sessões principais de cinema no Brasil. Diretor: Gabriel F. Marinho Duração: 94 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 20 de maio, quinta-feira, às 02h e 16h15; 21 de maio, sexta-feira, às 10h15; 22 de maio, sábado, às 14h; 23 de maio, domingo, às 21h.

Quinta do Pensamento (Literatura, Filosofia, Psicologia, Antropologia) – 20/05

22h30 – “Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes” (Documentário)

Um roadmovie poético construído através da obra do escritor Caio Fernando Abreu. Santiago, Amsterdã, Berlim, Colônia, Paris, Londres, Porto Alegre e São Paulo: as cidades que testemunharam a vida breve do poeta, dramaturgo e escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996) são revisitadas e servem de cenário para a apresentação de fragmentos de suas obras e de lembranças de seus amigos, como Maria Adelaide Amaral, Grace Gianoukas e Adriana Calcanhotto. Direção: Bruno Polidoro e Cacá Nazario. Duração: 74min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 21 de maio, sexta-feira, às 02h30 e 16h30; 22 de maio, sábado, às 15h40; 23 de maio, domingo, às 22h40; 24 de maio, segunda-feira, 10h30

Sexta da Sociedade (História Política, Sociologia e Meio Ambiente) – 21/05

23h – “Decolonizações” (Série) – Ep. “O Aprendizado”

A violência e a injustiça colonial podem alimentar uma cólera surda das figuras da luta emergente. É o caso da ativista queniana Mary Nyanjiru, que liderou um grande protesto após a prisão do político nacionalista Harry Thuku, ou de Lamine Senghor, atirador senegalês que se tornou militar anticolonialista na França. Direção: Karim Miské, Marc Ball e Pierre Singaravélou. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 22 de maio, sábado, às 3h05 e às 11h25; 23 de maio, segunda-feira, às 18h; 24 de maio, terça-feira, 17h; 25 de maio, terça-feira, às 11h.

Sábado – 22/05

22h – “Rock Brasília — A Era de Ouro” (Documentário)

A história dos jovens brasilienses que, liderados por Renato Russo, veem o seu sonho tornado realidade — a consagração de suas várias bandas de rock. Nesta terceira parte de uma trilogia sobre a formação histórica, política e cultural de Brasília — as outras são “Conterrâneos Velhos de Guerra” (1991) e “Barra 68” (2000) —, o cineasta Vladimir Carvalho investiga as origens das grandes bandas de rock que tomaram de assalto o cenário musical brasileiro a partir de 1980, como Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude e muitas outras.

Uma história pontuada por episódios como o quebra-quebra no show do Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, em junho de 1988, ou o grande show do Capital Inicial na Esplanada dos Ministérios, em 2008, com Dinho Ouro Preto cantando a música do colega Renato Russo “Que País É Esse?”. Diretor: Vladimir Carvalho. Duração: 112 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 23 de maio, domingo, às 13h.

Domingo – 23/05

19h25 – “O Desmonte do Monte” (Documentário)

O documentário “O Desmonte do Monte” aborda a história do Morro do Castelo, seu desmonte e arrastamento. O filme aborda a lenda do tesouro armazenado nas entranhas do morro e conta com trechos do romance “O Subterrâneo do Morro do Castelo”, escrito por Lima Barreto. A narrativa é baseada em iconografias e pinturas de diversos períodos, desde a fundação da cidade até os dias atuais.

O filme conta com imagens em movimento da celebração do centenário da Independência do Brasil, em 1922, evento realizado com as terras do desmonte do Morro do Castelo, e também com depoimentos em áudio de ex-moradores do morro e dos engenheiros que trabalharam no seu desmonte. Diretora: Sinai Sganzerla. Duração: 85 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 24 de maio, sábado, às 15h30; 25 de maio, domingo, às 09h30.

Sobre o Grupo Curta!

O Grupo Curta! tem como missão a difusão de conteúdos audiovisuais relevantes nas áreas de artes e humanidades, sejam brasileiros ou estrangeiros, através da TV linear (canal CURTA!), de plataformas de streaming de operadoras de telecom e da internet. A curadoria de conteúdos é, portanto, o motor central do grupo e foi uma das que mais aprovaram projetos originais para financiamento da produção pelo Fundo Setorial do Audiovisual: já foram mais de 120 longas documentais e 800 episódios de 60 séries que chegam ao público em primeira mão através de suas janelas de exibição:

O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 10 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da NET / Claro TV, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra, além de em operadoras associadas à NeoTV;

O Curta!On, o novo clube de documentários do Curta!, no NOW da Claro / Net, conta com mais de 450 filmes e episódios de séries documentais, organizadas por temas de interesse como Música, Artes, MetaCinema, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mitologia e Religião, Sociedade e Pensamento. Há também pastas especiais com novidades – que estreiam a cada mês –, conteúdos originais exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço.

A Tamanduá TV, plataforma marketplace aberta para qualquer internauta, já reúne mais de quatro mil conteúdos. O usuário pode alugar filmes e séries específicos ou assinar de forma econômica um dos pacotes que contêm conteúdos segmentados por área de interesse: CineBR, CineDocs, CineEuro, CurtaEducação (para professores e estudantes do Ensino Médio e Enem), MetaCinema (para aficcionados e estudantes de Cinema), entre outros. Os pacotes CineBR, CineDocs e CineEuro são disponibilizados desde 2018 como serviço de valor agregado (SVA) para perto de oito milhões de assinantes de banda larga fixa (ISP) da operadora CLARO, sem custo adicional.

As atividades do Grupo Curta! também promovem a geração de royalties para produtores audiovisuais independentes, com a exploração de seus direitos audiovisuais nas diferentes janelas de streaming. O pacotes Cines da Tamandua TV e do Curta!ON estão repassando anualmente mais de R$ 1,5 milhão de reais em royalties para os produtores dos conteúdos que difunde.

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