A banda brasiliense Breu está passando por uma renovação. O grupo que antes de chamava MDNGHT MDNGHT optou por um nome mais brasileiro, mas que ainda reconhecesse a escuridão de seu original.

O segundo clipe dessa temporada é “Sucata” que foi gravado em formato em pé ou retrato, ou seja, perfeito para assistir no celular. E tem um cara dançando livremente pela linha lilás do metrô de São Paulo. A locação foi escolhida justamente para possibilitar essa dança, já que os vagões dessa linha são interligados.

A canção que faz parte do disco “Idea Errada” que será lançado em breve e fala sobre a fragilidade da masculinidade.

“O eu-lírico se apresenta como um típico ‘cidadão de bem’ que tem sua expressividade reprimida e dissolvida numa rotina de trabalho árduo, como se isso fosse suficiente para se posicionar acima dos demais. Num surto de fraqueza, ele se revela inseguro e exausto diante do obsoleto modelo de vida tradicional masculina.

A redenção vem quando ele assume sua fragilidade e necessidade de aceitação, onde a empatia é a chave para a libertação (“quando eu me aceitar, eu vou te aceitar”). A partir desse entendimento básico, abre-se uma porta para uma vida sem julgamentos, muito mais leve e agradável”, explica o vocalista da banda Henrique Bepo.

A construção do clipe mostra então essa dualidade entre a liberdade de dançar num metrô de um home “frágil” e da rigidez esperada de um homem trabalhador. Isso ficou tão explícito que no final do clipe é possível ver um guarda abordando o personagem principal interpretado por Bepo.

“Quis usar um ato de coragem como figuração dessa transformação. Deu bastante nervoso na hora, as pernas tremiam, mas foi extremamente recompensador ver o olhar alegre e acolhedor de algumas pessoas enquanto gravávamos o clipe”, conta.

“Sucata” foi idealizado por Bepo, que como já citado também o performer, tem filmagem e edição de Anderson Freitas e produção de Fátima Lira.

O Breu é Henrique Cintra, o Bepo (vocalista, guitarrista e tecladista), Maurício Barcelos, o Malms (baixista), Henrique Rodrigues, o Biu (guitarrista) e Anderson Freitas (baterista).

Mais sobre a BREU

Em 2014, Biu e Malms, ambos membros de bandas da cena autoral brasiliense, se uniram num projeto para tocar o que chamam de indie dançante. Convidaram Bepo para o posto de frontman, com sua voz, guitarra e sintetizadores. E, para completar o time, Valério na bateria e percussão eletrônica, que mais à frente deixou o posto, assumido por Anderson Freitas. Assim surgia a MDNGHT MDNGHT.

Após o lançamento de dois EPs, Adventure EP e Colora EP, a banda começou uma turnê, em 2017, que passou por mais de 20 cidades brasileiras em cinco estados, tocando ao lado de nomes como Baiana System, Francisco, El Hombre, Far From Alaska e Braza, além de apresentações em famosos festivais pelo país, como o Febre, em Sorocaba, e o Festival Tenho Mais Discos Que Amigos, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Em 2018, a banda passa por grandes mudanças, como a troca de nome. O grupo abandona o MDNGHT MDNGHT e adota Breu. Pelo menos para nós, não há momento mais inspirador que aqueles em que nos encontramos mais vulneráveis, quando não conseguimos mais enxergar caminhos e temos de nos guiar apenas com a luz das nossas forças internas.

Um duelo inadiável entre crença e descrença, onde sempre um novo significado é revelado ao final. Queremos espantar os males cantando que um recomeço do fundo do poço é também um impulso de volta à superfície, com mais atenção ao que nos faz bem. Já dizia Tim Maia: “Que beleza é conhecer o desencanto, e ver tudo bem mais claro no escuro”.

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