Batizado e Troca de Cordel Cultural


XII Batizado e Troca de Cordel Cultural do Grito de Liberdade reúne grandes atrações culturais. Grupo Cultural e Social Grito de Liberdade, de Mestre Cobra, reúne importantes mestres da Capoeira Angola e grupos de Cultura Popular no Riacho Fundo I

Nos dias 9, 10 e 11 de dezembro/2016 acontece, na Vila Olímpica do Riacho Fundo I, o tradicional Batizado e Troca de Cordel do Grito de Liberdade. Em sua décima segunda edição, o Batizado é a celebração e o fechamento do ano, momento de encontro e reconhecimento do crescimento de cada capoeirista do Grito. O evento contará com oficinas e vivências com mestres e contra-mestres de capoeira de diferentes lugares do Brasil e com atrações da cultura popular brasiliense, como o Boi de Seu Teodoro, o Tambor de Crioula de Seu Teodoro e Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro.

O grupo receberá a honrosa visita do mestre Carlinhos Canabrava (ABCA/BA), um dos mestres mais queridos da Bahia que desde 1972 desenvolve seu trabalho com a capoeira estimulando os jovens. Em 1978 iniciou os trabalhos do Raízes do Dendê, que até hoje gera frutos, aliando o esporte com a educação formal. Atualmente, é um dos diretores da Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA/BA). Mestre Carlinhos conduzirá uma oficina e uma roda de Angola. A ABCA é considerada por muitos capoeiristas como o “templo sagrado da Capoeira Angola”. Localizada em Salvador e fundada em 1987, a associação reúne antigos mestres e novos aprendizes e é referência internacional de conservação das tradições ancestrais dessa manifestação afro-brasileira.

Completando o quadro de convidados do XII Batizado, também estarão aqui: Mestre Dois Cruzeiros (Casarão da Capoeira Angola/RJ), que resgata e ampara as tradições de antigos e novos mestres; mestre Dnei (Gingarte/BA), professor de Capoeira, entre outras artes, na Escola Municipal da Cidade Nova (BA); contra-mestre Xandão (Angoleiros do Sertão/BA), que desenvolve seu trabalho com a capoeira angola desde 1990; e o contra-mestre Brasa, que vive a filosofia da capoeira angola desde os 3 anos de idade.

O XII Batizado ganhou ainda mais o ar de festa com as atrações da Cultura Popular brasiliense. Na sexta (9), Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro e o Tambor de Crioula de Seu Teodoro abrem o evento. No sábado (10), o Bumba Meu Boi de Seu Teodoro abre a cerimônia de Batizado e Troca de Cordel, que termina com o Maculelê e a Dança do Fogo do Grito de Liberdade e com a Sambada de Seu Estrelo. No domingo (11) o encerramento fica com a Puxada e Dança do Bastão do Grito de Liberdade.

E todos os anos, o Grito promove uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis, organizando o máximo de cestas básicas que for possível. Esse ano não será diferente, e uma semana antes do Natal as cestas serão entregues a 483 famílias que são assistidas pelo grupo durante todo o ano. Esta é uma pequena parte do trabalho social que o Grito de Liberdade desenvolve.

SERVIÇO

XII Batizado e Troca de Cordel do Grito de Liberdade, Mestre Cobra
9, 10 e 11 de dezembro de 2016
Lona Cultural Grito de Liberdade, ao lado Vila Olímpica do Riacho Fundo I e Praça Cultural do Riacho Fundo I
1kg de alimento não perecível
Classificação livre

PROGRAMAÇÃO

SEXTA-FEIRA (09/12) – Praça Cultural do Riacho Fundo I
16h30 – Sambada de Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro
17h30 – Tambor de Crioula de Seu Teodoro
19h – Roda de Capoeira Angola Aberta com Mestre Carlinhos (BA) e CM Brasa (BA) – Traje Branco

SÁBADO (10/12) – Lona Cultural do Grito de Liberdade, ao lado da Vila Olímpica do Riacho Fundo I
8h30 – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Dnei (BA)
9h30 – Oficina de Capoeira Angola com CM Xandão (SP)
10h30 – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Dois Cruzeiros (RJ)
14h30 – Abertura do Batizado com Bumba Meu Boi de Seu Teodoro (DF)
16h – Batizado e Troca de Cordel com Mestre Cobra (DF) e Mestre Dentão (DF)
20h – Maculelê
20h30 – Sambada de Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro
21h30 – Dança do Fogo com o Grito de Liberdade

DOMINGO (11/12) – – Lona Cultural do Grito de Liberdade, ao lado da Vila Olímpica do Riacho Fundo I
9h – Batizado e Troca de Cordel com Mestre Cobra (DF) e Mestre Dentão (DF)
11h – Puxada de Rede e Dança do Bastão com o Grito de Liberdade
12- Roda de Encerramento

Sobre o Grito de Liberdade

“Grito de Liberdade tem magia e tem axé,
contagia o povão,
Venha ver como é que é!”

Desde 1980, na Candangolândia, Mestre Cobra trabalha a capoeira perpetuando a história das culturas de matriz africana. Nessa época, a capoeira era marginalizada, sendo praticada às escondidas, no mato. De 80 a 90, Cobra treina com Mestre Rizomar. Em 90, vai para Asa Norte estudar com Grupo Taboza de Mestre Fred. Cinco anos depois, vai para o Sol Nascente com Mestre Romeu. Em 1994, começa a desenvolver o seu trabalho no Riacho Fundo. Forma-se então, o grupo de capoeira Grito de Liberdade. Cobra torna-se mestre graças ao mestre Tiego Nicácio.

O Grupo Cultural e Social Grito de Liberdade está espalhado pelo DF e pelo Brasil, formando capoeiristas também em Goiás, Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Norte. São muitos alunos, entre meninos e meninas, homens e mulheres, velhos e velhas, vindos de todo canto da sociedade. Mestre Cobra perpetua a capoeira não somente como uma luta ou dança, mas como qualidade de vida, como uma arma de conhecimento de si, do outro e do mundo, para fortalecermos nossa identidade e ancestralidade, conectando-nos com o futuro. Sempre diz também que a capoeira foi inventada para os fracos. Desta forma, ela é a resposta à máquina mercante e capitalista que tanto oprimiu e matou negros e índios no Brasil. A capoeira é um Grito de Liberdade, que simbolicamente ecoou primeiro de Zumbi, no quilombo dos Palmares.

Além dos constantes treinos, o grupo produz diversos encontros, entre batizados, trocas de cordel, rodas festivas, festivais de dança e campeonatos. Em todos os eventos são arrecadados alimentos que são distribuídos às famílias que precisam de ajuda nas comunidades que o Grito participa. Há também um trabalho de formiguinha, feito diariamente por mestre Cobra e seus discípulos, de resgate de jovens em situação de risco. Aos poucos, esses jovens vão encontrando e percebendo na roda de capoeira seu valor e sua individualidade, conectando-se à arma e brincadeira deixada por seus ancestrais. É na vivência que o fundamento e disciplina propiciam, no sincretismo que é o cotidiano da periferia do DF, nas singulares quedas de rim, na apreciação e apreensão do toque do berimbau, é no ritmo do jogo, que a liberdade vai se fazendo grito, com axé e com dendê.

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