A produção mostra a cultura, as crenças e os ritos ancestrais da etnia que vive no noroeste da Amazônia. No documentário Baré: povo do rio, dia 12/04, sexta, às 23h

Dirigido por Tatiana Toffoli, o documentário Baré: povo do rio revela aspectos históricos e culturais da etnia Baré, que vive ao longo do Rio Xié e alto curso do Rio Negro, no noroeste da Amazônia. Com duração de 63’, o filme será exibido no dia 12/04, sexta, às 23h, no SescTV (Assista também em sesctv.sesctv.org.br/aovivo.) A produção integra a programação Territórios Indígenas, que contempla diferentes etnias em diversas regiões do país, por meio de filmes recentes e premiados.

O povo Baré sofreu violência cultural e exploração extrativista por parte do homem branco durante muitos anos, até sua língua de origem se perdeu. Hoje eles falam nheengatu – conhecida também como língua geral amazônica, difundida no século XVIII por missionários jesuítas e carmelitas – e ainda mantém a agricultura e a pesca como principal meio de subsistência.

Apesar da interferência dos brancos, essa etnia ainda preserva costumes de seus antepassados, como o kariamã, ritual de iniciação para a vida adulta. Neste cerimonial, apenas os rapazes recebem conselhos e ensinamentos dos mais velhos sobre como viver na floresta, e se preparam para tocar instrumentos considerados sagrados do Jurupari, figura da mitologia indígena. Os Baré acreditam que é proibido ver esse personagem. “Se alguém o vir sem se benzer vai comer terra, vai comer sal, pimenta, vai inchar e morrer”, conta um deles.

Durante o ritual do kariamã, que dura seis dias, os garotos, em jejum, seguem pelo rio em uma canoa. No meio da mata, isolados, aprendem a sobreviver na floresta, caçam, plantam e fazem peças artesanais como balaio e peneira. Ao retornarem, eles prosseguem em outra etapa do ritual: expulsar o saruãça, espírito do mal, do corpo dos jovens, com benzimento e surra. Ao final do kariamã, peixes e outros animais que servirão de alimentos também são abençoados. Assim os meninos são preparados para a vida adulta. Durante esse ritual acontece outro, o dabucuri, quando alimentos e bens são ofertados às mulheres.

O projeto Baré: povo do Rio foi realizado com apoio do ISA – Instituto Socioambiental, da FORN – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e da ACIMRN – Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro.

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Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.

Serviço

Documentário
Baré: povo do rio
Estreia: 12/04, sexta, às 23h.
Reapresentações: 16/4, terça, 1h, e 17/4, quarta, às 24h.
Duração: 63’
Ano: 2014
Classificação indicativa: Livre
Produtora: Elástica Produções
Direção, roteiro e montagem: Tatiana Toffoli
Argumento: Marina Marcela Herrero
Realização: Sesc São Paulo

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