Um filme de Renata de Lélis e Edu Rabin: assista Apatia, o novo clipe de Rita Zart. Faixa está no EP de estreia da compositora gaúcha, O Que Range

Uma videodança de isolamento social dirigida pela coreógrafa e diretora Renata de Lélis e pelo diretor de fotografia Edu Rabin: este é o clipe de Apatia, canção de Rita Zart, que a artista lança hoje (14). A faixa está no EP O Que Range, divulgado em Novembro do ano passado, que estreou nos palcos em Março, poucos dias antes da pandemia da Covid-19 se instalar no mundo. E, foi no clima da quarentena que nasceu o vídeo de Apatia. Assista aqui.

Apatia é sobre ação e reação. Colocar-se em movimento, estimular-se a agir mesmo quando parece impossível. Também sobre posicionar-se diante de situações revoltantes. E nessa frequência, a música foi trilha sonora de Renata Lélis e Edu Rabin durante os primeiros meses isolados em casa: “Em meio a essa pandemia que devastou nossas vidas, nos sentimos bastante melancólicos. Apatia, passou a ser nossa música de quarentena, traduzindo nossos sentimentos. O tempo ia passando e Apatia continuava tocando em nossas cabeças.

Então, resolvemos ‘reagir em um corpo e voz pra salvar, pra manter o se amar’, e movendo o corpo com a música surgiu uma coreografia. Os estudos de movimento foram acompanhados pelos olhos de Edu, surgindo a pergunta: será um clipe de quarentena? A imagem da mulher que derrete pelas paredes e se transmuta em reações espasmódicas, era a tradução perfeita de nosso encerramento domiciliar. Com coragem ligamos para Rita, torcendo que ela curtisse a ideia. Veio o clipe de Apatia, como a Fênix mítica. Uma grande canção te acompanha em momentos da vida como uma amiga fiel. Fazer Apatia foi revigorante, um “grito oco de dor ou gozo”. Graças às Deusas!”, comenta Renata.

Apatia é uma parceria de Rita Zart e Nina Nicolaiewsky, que praticamente se conheceram quando fizeram a música: “Nina chegou no meu estúdio no horário marcado e me perguntou: ‘e aí, tu tem alguma ideia?’. Morrendo de vergonha, dei play no projeto demo de Apatia que era uma base, samples e refrão com versos provisórios. Naquele momento, tive certeza de que a mensagem se afirmava e que a música não iria para gaveta, precisava existir”, conta Rita.

O Que Range

Com influências que vão do cinema, música brasileira experimental, além de jazz, soul, tropicália, bossa nova até a vanguarda paulistana, O Que Range marca um importante momento na vida de Rita: “Falo sobre inquietudes, memórias, alegrias e dores de existir sendo mulher no Sul do Brasil e deixo fluir o desejo de me expressar. O Que Range demorou pra vir e veio espinhento, um processo exposto. Nele me coloco em situação de desconforto, terreno íngreme, pontiagudo, corda bamba”. Em mais de 15 anos de estúdio, ela perdeu a conta de quantos trabalhos fez para terceiros como produtora musical, locutora e compositora, até que neste ano ela sentiu que era a hora de ser a protagonista.

OUÇA O QUE RANGE AQUI

FICHA TÉCNICA:

Vídeo
Um filme de Renata de Lélis e Edu Rabin. Agradecimentos – Filmes do Bem, Beto Picasso, Ivan Lemos, Roberta Bazzo, Verônica Deviá, Cláudio Rabin e Daniel Dode.

Música
Rita Zart: Produção Musical, Voz, Beats, Sintetizadores e Samples
Pedro Saul: Pianos
Giovanna Mottini: Guitarra
Bruno Vargas: Contrabaixo
Tiago Bello: Gravação e Mixagem
Brian Lucey: Masterização
Catarina Bessell: Projeto Gráfico

Participações especiais
Nina Nicolaiewsky: Voz
Clarissa Ferreira: Violinos e Rabeca

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SOBRE RITA ZART

Rita Zart é diretora musical, cantora e compositora. Faz parte do Coletivo Sonoro Gogó de Porto Alegre. Dirigiu trilhas sonoras de longas e curtas metragens que estrearam nos Festivais de Berlim, Veneza e do Rio de Janeiro. Entre as produções estão os filmes Castanha, Rifle, Beira-Mar, Castillo y El Armado, Vaca Profana, Glauco do Brasil, Sócrates, A Cidade dos Piratas, Raia 4, Legalidade e Tinta Bruta.

Em 2019, resgatou o trabalho autoral como cantora, e foi uma das quinze compositoras residentes selecionadas pelo Projeto Concha / Natura Musical. Em novembro do mesmo ano, lançou seu primeiro EP, O Que Range, com 5 faixas compostas e produzidas por ela. Em fevereiro de 2020 lançou o clipe da música Linguagem, que ficou em 1º lugar na lista de 10 Melhores Clipes do Trimestre do site Hits Perdidos para para o m-v-f Awards.

Em março deste ano fez o show de estreia de O Que Range, no Agulha (POA), com uma banda majoritariamente feminina. Durante a pandemia, participou do Festival Mi Sala Su Sala, foi uma das atrações musicais da Festa Maratona de Dança Kamikaze, musicou e produziu um poema de Ana Martins Marques para o livro digital Ensaios de Morar, do Projeto Concha e PUC Cultura e fez uma releitura de Sky Saw para a coletânea Another Green World Revisitado. Atualmente está compondo e dirigindo a trilha de um longa coproduzido pela Netflix e O2 e planejando seu próximo EP.

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