Otavio Augusto comemora 60 anos de carreira com a peça A Tropa em São Paulo. Comédia dramática que rodou o país e ganhou prêmios discute diferentes pontos de vista sobre o Brasil. Temporada vai de agosto a outubro no Teatro Vivo

Após sete temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, o ator Otavio Augusto traz a São Paulo a premiada A Tropa no Teatro Vivo. O espetáculo estreia em 31 de agosto e segue em cartaz até 8 de outubro, com sessões às quintas, sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

Na peça, um pai doente recebe a visita de seus quatros filhos no hospital. O que seria apenas um encontro familiar se revela um acerto de contas, permeado de humor e revelações, tendo como pano de fundo os últimos 50 anos de história brasileira. O elenco tem ainda Alexandre Menezes, Daniel Marano, Alexandre Galindo e André Rosa, com direção de Cesar Augusto e texto de Gustavo Pinheiro, vencedor do concurso Seleção Brasil em Cena, do CCBB, em 2015.

Os filhos, muito distintos entre si, formam um mosaico da sociedade brasileira: um dentista militar aposentado que mora com o pai; um jovem usuário de drogas com passagens por clínicas de reabilitação; um empresário casado, pai de duas filhas, que trabalha numa empreiteira sob investigação por corrupção; e um jornalista que acaba de pedir demissão e passa por uma crise com a profissão. Os cinco vivenciam enfermidades ideológicas, sociais, afetivas e familiares. E seus embates e descobertas servem para discutir diferenças e tolerância – um tema cada vez mais atual.

Em cartaz desde 2016, “A Tropa” faz uma leitura perspicaz, sensível, ácida e bem humorada da sociedade brasileira. “Estreamos no governo Dilma, atravessamos em cena o impeachment dela, o governo Temer, o governo Bolsonaro e agora estamos de volta a um governo de esquerda, com Lula. Não mexemos em uma vírgula do texto e ele se mantém mais atual do que nunca. É interessante e perturbador ao mesmo tempo”, afirma o autor.

60 anos de carreira

“A Tropa” marca as comemorações pelos 60 anos de carreira de Otavio Augusto. Ele interpreta um ex-militar viúvo e autoritário que, no leito de hospital, vê as relações veladas da família serem descortinadas.

“Tenho três famílias teatrais fundamentais: a primeira foi no começo da minha carreira, no Teatro Oficina, ao lado de Zé Celso, Renato Borghi, Itala Nandi, Othon Bastos, Miriam Mehler, fazendo espetáculos fantásticos, como “Pequenos Burgueses” (1963), “Os Inimigos” (1966), “O Rei da Vela” (1967), “Galileu Galilei” (1968) e “Na Selva das Cidades” (1969). O segundo grande encontro teatral da minha vida foi com Fernanda (Montenegro) e Fernando (Torres), meus queridos amigos e parceiros de cena em grandes sucessos como “O Interrogatório” (1972), “O Amante de Madame Vidal” (1973) e “Suburbano Coração” (1989). E o terceiro encontro vivo desde 2016, com essa verdadeira família afetiva que se formou em torno de “A Tropa”. Sou muito feliz fazendo esse espetáculo com estes companheiros”, afirma o ator, agraciado, em junho deste ano, com o Prêmio APTR pelo conjunto da sua carreira teatral. Em sua carreira, Otavio coleciona importantes prêmios como Kikito, Prêmio Shell e nada menos do que cinco Prêmios APCA.

Zé Celso reconheceu o talento e a sensibilidade do ator muito antes de sua estreia nas peças do Teatro Oficina. “Num dia, apareceu na minha frente um sujeito que atuava com espontaneidade, humor, emoção. Um ator feito, que nasceu com a vocação. Era Otavio Augusto”, escreveu o dramaturgo na orelha do livro da peça, publicado em 2018 pela Editora Cobogó. “É um ator verdadeiro, completo: é trágico, cômico, tesudo, antropofágico, e faz parte de uma linhagem rara de atuação brasileira”, complementou.

Otavio Augusto também marcou gerações com personagens inesquecíveis na televisão, nos sucessos “Vamp”, “Tieta” e “Avenida Brasil”, e no cinema, com os filmes “Central do Brasil”, “Boleiros”, “Mar de Rosas” e no mais recente “Eduardo e Mônica”.

FICHA TÉCNICA

Texto: Gustavo Pinheiro | Direção: Cesar Augusto | Elenco: Otavio Augusto (pai), Alexandre Menezes (Humberto), Daniel Marano (João Baptista), Alexandre Galindo (Arthur) e André Rosa (Ernesto) | Stand-in: Daniel Villas / Gabriel Albuquerque | Cenografia: Bia Junqueira. Iluminação: Adriana Ortiz | Figurinos: Ticiana Passos | Operação de Luz: Clara Caramez I Operação de Som: May Manão I Assistente de Interpretação: Mariana Barioni I Cenotécnico: Jorge Luiz Alves I Fotos: Philipp Lavra e Isadora Relvas, Elisa Mendes, Pablo Henriques e Fernandovisky | Registro videográfico: Tiago Scorza | Assessoria de Comunicação: Adriana Balsanelli | Assessoria de Marketing Cultural e Gestão de Mídia: R+Marketing I Assistência de Produção: Ana Queiroz e Cristina Mullins I Produção Executiva: André Roman e Daniel Marano | Direção de Produção: Alexandre Galindo e João Bernardo Caldeira | Realização: AR Produções & Gênese Produções.

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SERVIÇO:

Teatro Vivo
Av. Chucri Zaidan, 2460 РVila Cordeiro, Ṣo Paulo РSP
Temporada: De 31 de agosto a 8 de outubro – Quintas, sextas e sábados, às 20h. Domingos às 18h.
Novo telefone da Bilheteria: (11) 3430-1524
Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 80 minutos
Vendas no site: www.sympla.com.br