Um assassinato. Uma juíza. Uma sala de jurados. Dez pessoas decidem a culpabilidade de um réu. Em A sentença, o novo espetáculo do diretor Fernando Guimarães, mergulha no universo das certezas pré-estabelecidas para abordar temas recorrentes como justiça, razão, certo e errado

No dia 6 de fevereiro, o premiado diretor Fernando Guimarães estreia um novo espetáculo no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (CCBB Brasília). “A Sentença” aborda as injustiças geradas pelo preconceito em um texto inspirado em casos reais ocorridos em vários locais do mundo em que pessoas são acusadas, condenadas à morte e executadas sem provas cabais de suas culpas.

Com duração de 80 minutos, o espetáculo fica em cartaz de quinta a domingo, com sessões às 20h, até o dia 23 de fevereiro. A sessão de 20 de fevereiro, quinta-feira, contará com tradução para LIBRAS. A classificação indicativa é 14 anos, e a entrada custa R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada). Os ingressos estarão à venda na bilheteria do Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. A realização do espetáculo conta com o patrocínio do Banco do Brasil, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

“A sentença”, Fernando Guimarães apresenta as discussões de um júri sobre a culpa de um jovem de dezoito anos, acusado de ter assassinado sua mãe em um crime violento e bárbaro. O acusado alega inocência. Em poucas horas, os jurados deverão decidir o futuro do jovem a partir das provas apresentadas. No elenco estão os atores Adair Oliveira, Bete Virgens, Eduardo Jayme, Fabiana Tenório, Filipe Moreira, Jefferson Leão, Logan Dias, Luana Coelho, Maria Moreira, Pedro dos Anjos, Rafael D’Carvalho, Raquel Mendes e Sergio Tavares.

A dramaturgia presente nesta obra ressalta os elementos que precedem a execução de um prisioneiro. “É uma morte anunciada, que acontece quando nos mantemos alheios ao outro”, reflete Fernando Guimarães.

Este é o terceiro trabalho consecutivo do diretor que lida com o tema da violência diária. “Você acorda, abre o jornal, liga a TV para ver o noticiário e o que mais temos na nossa frente são matérias sobre violência. Violência de todos os tipos, psicológica, física, financeira. E nesse cenário, temos uma imobilidade generalizada. Não queremos nos incomodar e entrar nas discussões. Nesse momento começamos a ser coniventes com as injustiças”, diz o diretor Fernando Guimarães. “Não se trata mais da banalização da violência, trata-se do autoexílio das pessoas frente à realidade que nos cerca”, completa o diretor.

Para o espetáculo que estreia no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, o diretor dá continuidade à sua pesquisa em dramaturgia. Fernando já realizou trabalhos solo e no Coletivo que compartilha com o irmão e também diretor Adriano Guimarães com o teatro de Samuel Beckett, William Shakespeare, o poeta Manoel de Barros e vários outros autores que em grande medida se conectam tematicamente pelo desencanto e o desconforto da vida diária, muito em função das imbricadas relações entre as pessoas, a luta pela sobrevivência e as disputas em qualquer esfera do poder.

Acessibilidade

Como forma de ampliar o acesso do público à cultura, a sessão do espetáculo “A sentença” do dia 20 de fevereiro, quinta-feira, às 20h, contará com tradução para a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS).

Sobre o diretor

O Coletivo se iniciou com os irmãos Adriano Guimarães e Fernando Guimarães, artistas visuais, diretores de teatro e professores, ao longo dos anos o Coletivo passou a contar com vários colaboradores. Há vinte anos pesquisam a relação da palavra e da imagem no teatro e nas artes visuais. Suas peças e exposições foram apresentadas em mais de 20 estados brasileiros e em vários países.

De 1989 a 2019 produziram e dirigiram mais de 60 espetáculos, notadamente de autores como Samuel Beckett, William Shakespeare e Nelson Rodrigues, Participaram de vários festivais internacionais como Principe 54, na Espanha, Festival de Avignon, na França, e Festival de Aahurs, na Dinamarca. Cinco vezes os seus projetos foram indicados ao Prêmio Shell Rio e São Paulo e uma vez vencedores.

De 1989 a 2019 participaram de mais de 20 exposições como HiPer// relações eletro digitais//, RS, Panorama da Arte Brasileira – Desarrumado 19 Desarranjos, em SP, RJ, na Espanha e Colômbia, Rede de Tensão, Bienal 50 Anos, SP, The Theatre of Installationn, Museum of Installation, Londres. Em 2013, apresentaram o projeto Cheio/Vazio, na Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha.

Serviço

A sentença
Direção | Fernando Guimarães
Elenco | Adair Oliveira, Bete Virgens, Eduardo Jayme, Fabiana Tenório, Filipe Moreira, Jefferson Leão, Logan Dias, Luana Coelho, Maria Moreira, Pedro dos Anjos, Rafael D’Carvalho, Raquel Mendes e Sergio Tavares.
Temporada |de 6 a 23 de fevereiro, de quinta-feira a domingo.
Horário | às 20h
Acessibilidade | A sessão de 20 de fevereiro, quinta-feira, 20, contatará com tradução para LIBRAS
Classificação indicativa | 14 anos
Ingressos | R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Duração | 1h20
Local | Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília

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