O DF tem tido uma boa safra de fotógrafos que trabalham com o nu artístico. Fotoperformances, ensaios editoriais, projetos e campanhas têm revelado a poesia e a ousadia do corpo humano. Hoje o Aqui Tem Diversão falará de um desses representantes: o fotógrafo João Testi.

João Testi

Eu adoro acompanhar perfis que trabalham com o nu artístico. Sou produtor de trabalhos desse segmento e também um admirador. Alguns ensaios são meio equivocados, claro… mas outros nos chamam a atenção. Passeando pelo Instagram de João Testi, pude perceber a qualidade de seus cliques e uma narrativa poética e crua a respeito dos modelos que se arriscam (sabiamente) em passar pelas lentes dele.

O PROJETO CORPOS explora as possibilidades de representação do corpo, revelando pessoas diferentes em situações diversas, fugindo de “padrões” publicitários e potencializando belezas, culturas, formas e cores. Há uma premissa da representatividade nos cliques, envolvendo discurso político e social. Afinal, o que é beleza na atualidade?

João Testi

Fomentar discussões a respeito da autoestima, a forma como as redes sociais e mídias em geral influenciam os corpos humanos e os impactos que causam na saúde mental e, por consequência, física das pessoas é o objetivo do fotógrafo. Eu fui conhecer o trabalho mesmo através de conhecidos que posaram pra ele e publicaram as fotos (borradas) nas redes. Investigando um pouco mais cheguei ao João e foi paixão à primeira vista.

A apresentação do desnudo, de todos os corpos nus ou seminus encantam os olhos e nos fazem mesmo refletir sobre a naturalidade de sinais, cicatrizes, curvas, expressões e olhares. Outro ponto que considero positivo é o de não dissimular a nudez masculina. A sociedade, por questões históricas e até machistas se habituou ao corpo nu feminino. O corpo nu masculino, quando vem, muitas vezes está carregado de justificativas pela não exibição do órgão… Resquícios de uma cultura da supremacia masculina que não revela suas fragilidades. Nos cliques de João isso é diferente: vemos homens e mulheres abertos ao novo… à sensibilidade dos poros. Essa aproximação e identificação é um dos destaques do PROJETO CORPOS.

João Testi

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