Escrita pela pequena Nina, de apenas 7 anos, a obra “A Bailarina Catarina e o Ipê Rosê” aborda questões ambientais sob o olhar lírico da infância. A ação acontecerá ao ar livre, no Dia Nacional do Cerrado, em 11 de setembro. Toda a verba será revertida para a ABRACE Brasília

Existe uma frase do poeta cubano José Martí que diz, entre outras coisas, que todos devemos escrever um livro e deixar, dessa maneira, algum legado na terra. Pois a escritora Catarina de Souza, de apenas 7 anos, já fez isso e foi além. Preocupada com questões ambientais, incomodada com a sujeira das ruas por onde passeia com seus pais e super interessada por literatura, a pequena escritora lançará no Dia Nacional do Cerrado, comemorado em 11 de setembro, o seu primeiro livro. A ação acontecerá no gramadão ao lado da Feira da Ponta Norte, das 10h30 às 14h, e toda a venda será revertida para a Abrace.

A obra, de 20 páginas, traz uma narrativa leve e descontraída, típica da infância, mas também um olhar crítico e potente sobre a necessidade de cuidarmos da natureza e do lugar onde vivemos. Ela retrata o encontro da pequena Nina com um Ipê, lindo em sua forma, mas triste por estar rodeado de lixo e entulho. Escrito em português e traduzido para o inglês, o trabalho foi produzido pela empresa Faz e Conta, de Recife, que desenvolve cursos de escrita criativa e contação de histórias, dos quais Catarina participou. A publicação foi confeccionada de maneira artesanal, com todas as páginas costuradas a mão e conta com ilustrações de Padma Sarina e da autora do livro.

“O projeto dos Pequenos Grandes Autores é baseado em uma metodologia que eu criei para o Faz&Conta, a técnica dos 3 E’s: Escuta, Entrega e Empatia. O projeto estimula o protagonismo das crianças, tornando-as autoras das suas próprias histórias”, explica a professora Bruna Maciel, da Faz&Conta. “Nina é uma criança inspiradora! Muito estimulada pela família, muito curiosa e extremamente criativa! Tenho certeza que o lançamento do livro ‘A Bailarina Catarina e o Ipê Rosê’ vai fazer com que todo o brilho dela inspire muitas outras crianças! A história é belíssima e a mensagem que ela transmite é simplesmente perfeita! Estou aqui na maior torcida do mundo”, conclui Bruna.

“Eu levei umas quatro semanas para escrever meu livro. Foi muito divertido! Eu fiz encontros on-line com a professora Bruna, daí as ideias foram surgindo na minha cabeça”, conta a inspiradora Catarina. A pequena explica que gosta de escrever porque escrevendo ela pode se comunicar contando histórias, expressando as emoções e ideias. “Eu também gosto de toda a natureza e gosto de vê-la bem e linda, por isso acho horrível jogar lixo no chão e fazer mal para o meio ambiente”, afirma a pequena escritora. “Eu escolhi o dia 11 por ser o Dia Nacional do Cerrado e o ipê é uma das árvores dele que acho mais linda”, completa Nina.

Para os pais da jovem autora, ambos de fora da Capital, Brasília e a sua natureza se tornaram o ponto comum entre eles. “O quadradinho é o lugar que escolhemos para viver e amar. A Catarina nasceu aqui, em Brasília e, nós, como pais, procuramos educá-la para que ela seja uma cidadã do mundo, com consciência do papel que ela terá no espaço onde vive e fora dele, com destaque para as questões sociais, ambientais e de sustentabilidade”, explica Rafael Souza, funcionário público federal. “Penso que ações como esta são um círculo virtuoso, pois estimulam a Catarina em novos projetos e podem inspirar outras crianças e os coleguinhas da escola”, completa contente o pai coruja.

Alessandra Bedin, mãe da Catarina, conta que durante a pandemia, em algumas manhãs de domingo, os três saiam para tomar um sol e aproveitavam este tempo também para fazer uma limpeza nos gramados. “A Catarina tem essa sensibilidade e a preocupação com o lixo jogado na natureza de forma muito particular. Hoje ela já tem muita noção de sustentabilidade, reciclagem, reutilização e, até mesmo, do valor monetário do lixo, porque participa de um projeto que recolhe tampinhas plásticas para arrecadar dinheiro e ajudar animais em situação de risco”, explica Alessandra, funcionária pública federal.

Segundo Cláudia Raquel Ferreira Araújo, bibliotecária da Escola Maple Bear, onde Nina estuda, a leitura é fundamental no aprendizado de qualquer criança, pois vai muito além de decodificar códigos. Ela envolve atribuição do sentido ao texto e faz com seja possível apreciá-lo e fomentar o entendimento sobre diversos assuntos. “A criança que lê desenvolve a imaginação, a criatividade, entre tantas outras habilidades. A leitura traz inúmeros benefícios, como: deixar a criança motivada, desenvolver o senso crítico, treinar o cérebro, melhorar a escrita, promover a saúde mental, reduzir o estresse, reforçar a disciplina e melhorar a argumentação”, elucida Cláudia.

Exemplo e aprendizado nas redes sociais

O Instagram @passeioscomnina surgiu no meio da pandemia, após alguns meses de isolamento da família. “Longe dos familiares, dos amigos, sem poder frequentar presencialmente a escola, a Catarina sentiu demais a falta da comunicação com as outras pessoas. A rede social foi um meio para ela dividir as lembranças das viagens que ela mais gostou, postando curiosidades, informações sobre os lugares que conhecemos e também para dar dicas dos seus livros preferidos, já que a leitura é um hábito e uma paixão de toda família”, finaliza Alessandra Bedin. Haverá contação de História e atividade artística no local com a @arte.comtiamanda e os livros serão vendidos por R$30,00 a unidade.

Serviço

Lançamento do Livro “A Bailarina Catarina e o Ipê Rosê”
LOCAL: Gramadão da Quadra 216 Norte, ao lado da Feira da Ponta Norte.
DIA: 11 de setembro, Sábado.
HORÁRIO: a partir das 10h30
ENTRADA: Gratuita
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE
CONTATO: (61) 98292-8194

A Bailarina Catarina e o Ipê Rosê
Escritora Catarina de Souza | Foto: Divulgação
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