100 Dias retrata a travessia solitária de Amyr Klink pelo Atlântico Sul, com Filipe Bragança no papel principal e direção de Carlos Saldanha nos cinemas
Uma das maiores aventuras da navegação brasileira chega às telas do cinema. Em 29 de outubro, ‘100 DIAS’, longa dirigido por Carlos Saldanha e estrelado por Filipe Bragança, estreia nos cinemas de todo o Brasil, levando para as telas a história da travessia a remo do navegador Amyr Klink pelo Atlântico Sul.
Inspirado na expedição que deu origem ao livro ‘Cem Dias Entre Céu e Mar’, primeiro livro de Klink e best-seller publicado em 1985, o filme revisita a jornada que levou o brasileiro a atravessar o oceano sozinho, partindo da Namíbia, na África, até chegar à Bahia, em uma viagem de cem dias. Mais do que um desafio de resistência física, a aventura exigiu anos de planejamento, conhecimento técnico e capacidade de enfrentar os imprevistos do mar.
O QUE ESPERAR DE ‘100 DIAS’?
Em 1984, Amyr Klink embarcou em uma expedição inédita: cruzar o Atlântico Sul a remo, sozinho, em um barco construído especialmente para a travessia. Ao longo de cem dias em alto-mar, o navegador enfrentou condições extremas e desafios que colocaram à prova sua preparação, sua resistência e sua determinação para chegar ao destino.
Com direção de Carlos Saldanha, conhecido por produções como ‘A Era do Gelo’ e ‘Rio’, o longa transforma essa história real em uma aventura cinematográfica de grande escala, acompanhando os desafios enfrentados por Amyr antes e durante a expedição.
ELENCO
Filipe Bragança (‘Coração Acelerado’) interpreta Amyr Klink. O elenco conta ainda com a atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu (‘Emily em Paris’), no papel de Asa Klink, mãe do navegador, além de Felipe Camargo (‘Além do Tempo’), como Jamil Klink, e João Vitor Silva (‘Quem Ama Cuida’), como Tymur Klink, pai e irmão de Amyr, respectivamente.
Para celebrar o lançamento e relembrar algumas das histórias que ajudaram a construir a trajetória de Amyr Klink, confira cinco fatos que ajudam a entender como o Amyr fez do mar seu território:
ANTES DOS 100 DIAS, DOIS ANOS DE PREPARAÇÃO
O cronômetro dos 100 dias começou a correr apenas quando Amyr deixou a Namíbia, mas a expedição começou muito antes. Foram cerca de dois anos de preparação, entre estudos de correntes marítimas, definição da rota, planejamento logístico e construção da embarcação.
O próprio barco, batizado de I.A.T., foi pensado especialmente para a travessia e construído do zero pelo navegador em parceria com o engenheiro naval José Carlos Furia. O projeto precisava responder a um dos maiores desafios da viagem: sobreviver ao Atlântico Sul sem vela ou motor, contando apenas com os remos, as correntes e a capacidade de a embarcação se recuperar de uma eventual capotagem.
E o projeto foi colocado à prova logo nos primeiros dias. Próximo à costa africana, o I.A.T. chegou a virar três vezes. Graças ao sistema de tanques anticapotagem idealizado para o barco, a embarcação voltava sozinha à posição original, como um joão-bobo.
ALIMENTAÇÃO CALCULADA
Em uma viagem de cem dias, até o cardápio precisava entrar no planejamento de bordo. Para definir a alimentação adequada para uma jornada tão longa e em condições extremas, o expedicionário contou com o apoio da nutricionista Flora Spolidoro, que ajudou a elaborar os suprimentos que seriam levados na expedição.
Em uma embarcação pequena e com autonomia de mais de três meses, o espaço era um recurso tão valioso quanto água e comida. Por isso, a estratégia envolvia alimentos desidratados e liofilizados, que tinham longa durabilidade e ocupavam menos espaço a bordo. Outro detalhe facilitava a rotina no mar: os alimentos podiam ser preparados com água do mar, evitando o uso da água potável armazenada para consumo.
Assim, até a alimentação fazia parte da complexa equação que o navegador precisava resolver antes mesmo de deixar a Namíbia.
INÍCIO DA TRAVESSIA
Sozinho em um pequeno barco, Amyr Klink desafia o Atlântico Sul a remo e escreve uma história inédita: uma travessia que já havia sido tentada antes, mas sem sucesso — custando a vida de navegadores que ousaram cruzar o oceano. Em “100 DIAS”, a viagem entre a África e o Brasil se transforma em uma batalha contra o medo, a solidão e os próprios limites.
Enquanto o corpo resiste ao oceano, a mente enfrenta memórias, conflitos familiares e escolhas que moldaram quem Amyr se tornou. Mais do que cruzar o mar, o navegador embarca em uma jornada de autoconhecimento e transformação interior.
Inspirado na histórica expedição realizada entre junho e setembro de 1984, o longa acompanha a travessia de cerca de 3.700 milhas entre Lüderitz, na Namíbia, e Camaçari, na Bahia, explorando tanto a dimensão épica da aventura quanto a experiência humana por trás da jornada.
4. A AVENTURA SAIU DO BARCO E FOI PARAR NAS LIVRARIAS
A travessia de 1984 virou em páginas e palavras em “Cem Dias Entre Céu e Mar”, publicado um ano após a aventura. O relato transformou a experiência de Amyr em um fenômeno editorial e ajudou a levar sua história para além do universo da navegação.
Mais de quatro décadas depois, a aventura ganhou uma nova edição revisada pela Companhia das Letras. Com o texto revisado e novo projeto gráfico, a edição celebra os 41 anos da publicação e convida uma nova geração de leitores a revisitar a jornada que agora também ganha vida nas telas.
Ao longo dos anos, Amyr publicou títulos como “Paratii: Entre Dois Polos”, ”As Janelas do Paratii”, “Mar Sem Fim e Linha d’Água”, transformando experiências vividas em alto-mar e nas regiões polares em relatos que ajudaram a aproximar suas aventuras de diferentes gerações de leitores.
5. A TRAVESSIA QUE FEZ HISTÓRIA AGORA GANHA AS TELAS
Mais de quatro décadas depois de Amyr Klink chegar à Bahia, a travessia que marcou sua história ganha uma nova versão no cinema. ‘100 DIAS’, filme que chega em 29 de outubro nos cinemas brasileiros, revisita a expedição a partir dos desafios enfrentados pelo navegador antes e durante os cem dias em alto-mar.
O projeto é uma produção do Ventre Studio, com coprodução da Buena Vista International, Boipeba Filmes, Trema Filmes, O2 Filmes e Total Post em associação com Good Hand Film & TV. A distribuição é da Buena Vista International, selo da The Walt Disney Company.
‘100 DIAS’ foi produzido com recursos públicos geridos pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE), além de apoio do Ministério da Cultura e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Lei Paulo Gustavo. A produção conta ainda com patrocínio de Havaianas, Itaú, C6 Bank, BNDES e Honda, além de apoio da Estapar, Nutrimental, RioFilme, Business Finland e Film Tampere Finland.
FICHA TÉCNICA
● Data de estreia: 29 de outubro de 2026
● Período de filmagens: 15 de julho à 18 de setembro de 2024
● Produção: Ventre Studio, Boipeba Filmes e Trema Filmes
● Coprodução: Buena Vista International, O2 Filmes e TotalPost Finland
● Distribuição: Buena Vista International
● Sobre a participação da Disney: A Buena Vista International é o selo de Produções Locais da The Walt Disney Company.
● Direção: Carlos Saldanha
● Produtores: Paula Cosenza, Justine Otondo e João Queiroz
● Roteiro: Elena Soarez e Thais Tavares
● Produção Executiva: Carlos Saldanha, Marco Anton, Denise Machado, Giuliano Cedroni e Marcus Buaiz
● Direção de Fotografia: Rodrigo Monte, ABC
● Diretora de Elenco: Marcela Altberg
● Direção de Arte: Cassio Amarante, ABC
● Figurino: Kika Lopes
● Montagem: Fernando Stutz
● Finalização: Totalpost Finland
● VFX/3D: Energia VFX, O2 Pós, Lightfarm Team
● Música Original: Tuomas Kantelinen
● Elenco principal: Filipe Bragança (Amyr Klink), Philippine Leroy-Beaulieu (Asa Klink), Felipe Camargo (Jamil Klink) e João Vitor Silva (Tymur Klink)
● Elenco Coadjuvante: Duda Mamberti (Furía), Martha Nowill (Flora), Enzo Rosetti (Amyr criança), Biel Cano (Tymur criança), Gero Camilo (Doró) e Andre Horace Polushin (Capitão Werner)















