José A Figueroa: Um Autorretrato Cubano na CAIXA Cultural


Um Autorretrato Cubano
De la serie La Imagen. Vedado. 1992

CAIXA Cultural Brasília apresenta exposição inédita José A Figueroa: Um Autorretrato Cubano. Pela primeira vez no Brasil, fotógrafo cubano José Alberto Figueroa ganha retrospectiva histórica. Com mais de cinco décadas de dedicação à fotografia, José Alberto Figueroa, 71 anos, vem a Brasília para inaugurar exposição que recapitula sua carreira.

Entre 6 de junho e 19 de agosto, a CAIXA Cultural Brasília, vai abrigar a exposição inédita “Um Autorretrato Cubano” do fotógrafo José Alberto Figueroa, com curadoria da filha, a crítica de arte e curadora Cristina Figueroa (Estudio Figueroa – Vives, Havana).

Pela primeira vez no Brasil, o trabalho do fotógrafo cubano José Alberto Figueroa ganha retrospectiva histórica com 69 fotografias. Depois de passar por São Paulo, a mostra “Um Autorretrato Cubano” chega a capital federal.

Conhecido por registros que ilustram questões sociais e políticas de Cuba, Figueroa é considerado um dos precursores da fotografia conceitual, tanto em seu pais de origem como em toda a América Latina. Em sua obra, o fotógrafo mostra seu olhar sobre frases históricas de país, desde os primórdios da Revolução Cubana, quando pôde acompanhar mudanças sociais significativas e controversas, até os tempos atuais.

Nascido em 1946, Figueroa se formou em fotografia na década de 60, quando já trabalhava como assistente no estúdio de Alberto Korda, especializando-se em publicidade e moda. Com tempo, passou a desenvolver uma carreira versátil, atuando, inclusive, como correspondente de guerra em Angola.

A exposição reúne trabalhos que vão da década de 60, quando começou a carreira no estúdio de Alberto Korda (1928-2001) – fotógrafo cubano que se tornou mundialmente conhecido por Guerrillero Heroico, retrato que fez de Che Guevara – até os dias atuais. Discípulo e amigo de Korda, Figueroa passou a fotografar elementos que representavam as reivindicações de sua geração. O ensaio Exílio, realizado a partir 1967, é bastante representativo deste período, já que retrata o processo exaustivo da migração de cubanos para os Estados Unidos.

“A obra de Figueroa é vasta e plural, gerada ao longo de seus 50 anos de carreira, tanto em Cuba como internacionalmente.

O recorte curatorial da exposição abrange uma visão mais cronológica das circunstâncias históricas que tocaram Figueroa e representam frustrações, esperanças e utopias da sociedade cubana”, conta a curadora e crítica de arte Cristina Figueroa.

Um Autorretrato Cubano está dividido em quatro seções que marcam diferentes momentos da carreira de Figueroa, fotógrafo precursor na transição da fotografia documental para a simbólica/conceitual tanto em Cuba quanto em toda a América Latina. O artista é conhecido por ter explorado importantes fases históricas do seu país, desde os primórdios do triunfo da Revolução Cubana – quando era um jovem fotógrafo de uma família classe média que enfrentou mudanças sociais dramáticas – até os tempos atuais, momento em que muitos cubanos estão divididos entre a saudade do passado, as frustrações do presente e uma perspectiva incerta sobre o futuro.

Seções da exposição Um Autorretrato Cubano

Seção 1. Uma história pessoal. Décadas de 60 e 70

Esta seção é composta por fotografias do início da carreira de Figueroa nos Studios Korda e as séries A Outra Face da Revolução e Exílio, em que o artista registrou o êxodo familiar de Cuba para os EUA no começo da Revolução. Mais tarde, na década de 70, Figueroa começou a trabalhar como repórter fotográfico da revista Cuba Internacional e viajou pelo país registrando a outra face do Interior durante a inserção da sociedade cubana no modelo socialista.

Seção 2. Havana, Angola, Berlim. The fallen dreams. Décadas de 80 e 90

Esta seção inclui a viagem de Figueroa a Angola como correspondente de guerra (1982-1983) e do outro lado da guerra através dos rostos dos cubanos. Isso também pode ser notado em seu trabalho no Hospital Psiquiátrico de Havana e nos retratos de seus compatriotas. A década de 1980 foi para Figueroa o momento de transição de um país sonhado para uma realidade diferente nos anos noventa durante os anos dramáticos do chamado Período Especial em Cuba, iniciado em 1990, após a queda do regime socialista europeu. Figueroa também foi testemunha do colapso físico e moral do muro de Berlim no verão de 1990. Suas obras da década de 1990 têm uma semelhança com a vida dos habitantes de seu país: o exercício constante de introspecção.

Seção 3. Imagens atemporais

Inclui imagens icônicas de diferentes séries de Figueroa que refletem a manipulação de ícones nacionais. A bandeira cubana, o herói nacional José Martí (criador do Partido Revolucionário Cubano – PRC) e Ernesto Che Guevara fazem parte dessa pesquisa.

Seção 4. Figueroa no século 21

Constam projetos relacionados com a necessidade urgente de olhar para trás, para a sociedade e história cubana, a fim de encontrar respostas para o futuro incerto do novo século. Séries como Nova York, 11 de setembro de 2001, Figueroa em Figueroa e o relacionamento Cuba-EUA fazem parte de sua busca nesse período. Este é também o momento em que Figueroa começa a usar cor e o digital em seu trabalho.

Um Autorretrato Cubano

Local: CAIXA Cultural Brasília | Galeria Vitrine
Abertura: 6 de junho de 2018, às 19h
Visitação: De 7 de junho até 19 de agosto de 2018
Horário: De terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Endereço: Setor Bancário Sul Quadra 4 – Lotes 3/4
Classificação indicativa: Livre
Entrada Franca

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