Exposição celebra aniversário de 81 anos do MNBA


Museu Nacional de Belas Artes
Acervo Arquivo Histórico do MNBA | Foto: Dovulgação

Pinturas, documentos, objetos, gravuras, fotografias, compõem a exposição que resgata parte da história da instituições 

A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), celebra as oito décadas de criação da Instituição, e vai ser aberta na data de aniversário do Museu: 13 de janeiro de 2018, sábado, às 14h. Com entrada franca.

A curadoria dos técnicos do Museu concebeu uma exposição dividida em três Núcleos. No Primeiro, são enfocados as origens, abordando a Academia Imperial de Belas Artes(fonte seminal da coleção do MNBA), os desenhos do arquiteto que concebeu a AIBA, o francês Grandjean de Montigny, e a posterior demolição do prédio da Academia, dando lugar a um estacionamento na região central do Rio de Janeiro.

Avançando no tempo, o Segundo Núcleo, intitulado Avenida Central, trafega pela modernidade e a modernização da cidade onde o MNBA está inserido. Dele fazem parte a inauguração da Avenida Central, que, em 1904, representou um marco para o Rio de Janeiro, e é a atual Avenida Rio Branco.

O empreendimento, desenvolvido pelo prefeito Pereira Passos, incentivou a construção de edifícios que simbolizavam os poderes e a cultura, e que foram sendo edificados ao longo da importante via: prédios como o Palácio Monroe, Jornal do Brasil, Theatro Municipal, e claro, o do Museu Nacional de Belas Artes, dentre vários outros. Tudo isso ilustrado por medalhas, fotos, documentos, correspondências, elementos decorativos e elementos arquitetônicos, como loggias.

Finalmente, o Terceiro Núcleo da mostra A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA privilegia o protagonismo do Museu Nacional de Belas Artes, tanto no cenário nacional quanto no internacional. Nas palavras de uma das curadoras da mostra, a pesquisadora Monica Xexéo: “é o resgate do Museu como lugar de formação, de exposição; o local onde surge a primeira galeria de arte do Rio de Janeiro e seus desdobramentos culturais”.

A questão da preservação também integra este Núcleo, mostrando a restauração do prédio, cuja inauguração completa 110 anos em 2018; ou as diversas tecnologias empregadas no seu restauro, por exemplo. O segmento engloba ainda as figuras históricas que se conectam à time-line do edifício, como D. João VI, o escultor Rodolfo Bernardelli; o arquiteto idealizador do prédio e um dos mestres da Escola Nacional de Belas Artes, Adolfo Morales de Los Rios (1858-1928). Ou seja, é o prédio visto como uma obra de arte, um lugar de pesquisa e produção de conhecimento.

Num diálogo com outras áreas, a geografia urbana também se insere neste Núcleo: enquanto nas cercanias da Cinelândia se localizam prédios históricos, tais como o Theatro Municipal, o MNBA, a Biblioteca Nacional, outra ponta da cidade, na praça Mauá reflete a sua modernidade, representada pelo Museu do Amanhã ou o Museu de Arte do Rio(MAR).

Para seus organizadores, a exposição A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA, abre uma rara oportunidade para reflexão do nosso passado, do presente e do futuro do nosso patrimônio cultural, através do acervo exposto, e tomando por base uma das suas instituições culturais mais resplandescentes, que prossegue se reiventando através dos séculos.

Serviço

Exposição: A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a Memória Arquitetônica do MNBA
Abertura: 13 de janeiro, sábado, às 14h.
Período: 13 de janeiro até 27 de maio de 2018
Visitação: terça até sexta de 10h às 18h; sábado e domingo: de 13h às 18h.
Ingressos: R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família(para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.
Grátis aos domingos.
Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia – tel: 3299-0600.

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