Filósofa e ativista negra propõe uma nova ética, onde igualdade não signifique exclusão das diferenças, mas sim uma condição equânime para se posicionar na sociedade

O projeto Diálogos Contemporâneos retoma as atividades no dia 23 de abril (segunda-feira) com palestra da filósofa e ativista negra, Djamila Ribeiro, colunista da revista Carta Capital. O tema abordado será “Diversidade Cultural e de Gênero no Brasil: a construção de uma sociedade democrática e fraterna e o respeito às diferenças”. O evento acontece às 13h30, na Universidade de Brasília (Auditório FTD), e às 19h, no Museu Nacional da República. A entrada é franca e sujeita a lotação.

O tema propõe uma reflexão sobre a diversidade como uma das maiores riquezas do ser humano. A percepção da existência de indivíduos diferentes numa cidade, num país, com suas diferentes culturas, etnias e gerações, é o primeiro passo para se vislumbrar uma convivência respeitosa, amigável e solidária em uma comunidade. Para avançar além da percepção é necessária uma nova ética, onde igualdade não signifique exclusão das diferenças, mas sim uma condição equânime para se posicionar na sociedade, onde cidadãos e cidadãs possam se afirmar enquanto gênero, orientação sexual, etnia e cultura.

Pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. Feminista e ativista negra, ela foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. É autora dos livros “O que é lugar da fala” e “Quem tem medo do feminismo negro”. Atualmente é colunista da revista semanal Carta Capital.

DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS

O que esperar do Brasil do futuro? Quais os obstáculos para se criar um país mais inclusivo, que respeite as diferenças e onde todos tenham acesso à educação de qualidade? Como lidar com a solidão nas grandes cidades e frear o avanço da depressão na população brasileira?

Por meio de uma série de dez conferências, os Diálogos Contemporâneos buscam debater essas e outras questões que envolvem a complexidade, os problemas e a diversidade do Brasil atual. O evento será realizado Museu Nacional de Brasília, até 12 de junho. Algumas das palestras serão realizadas, também, na Universidade de Brasília (UnB). A entrada é franca e sujeita a lotação.

A proposta do projeto Diálogos Contemporâneos é despertar o pensamento crítico sobre o país e levar o público a refletir sobre o país dentro de seu contexto histórico, social, político e cultural. Para isso, foram convidados intelectuais, artistas e especialistas em diversas áreas para palestras com uma hora de duração, seguidas de debates com o público presente. “A cultura é o reflexo daquilo que nossa sociedade construiu, desde a violência que assola o país, até as nossas criações artísticas e cientificas. Os tempos de crise exigem diálogos para planilhar novos caminhos”, afirma Nilson Rodrigues, idealizador e diretor geral da iniciativa.

O QUE VEM POR AÍ

Djamila Ribeiro, pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo, discute o tema “Diversidade Cultural e de Gênero no Brasil: a construção de uma sociedade democrática e fraterna e o respeito às diferenças” no dia 23 de abril.

A programação de maio começa com o tema “Os esquecidos: Identidade, Território e afirmação das Nações Indígenas brasileiras”, no dia 8 de maio, por Fernanda Kaingáng, indígena especialista em biodiversidade. Questões sobre religiosidade o estado laico serão abordadas no dia 15 de maio pelo professor de filosofia Vladimir Safatle em “Estado, Igreja e Democracia – Novas Religiões, Teologia da Prosperidade e os desafios do secularismo”. Dia 29 de maio, o escritor Ignácio de Loyola Brandão apresenta “A cultura do descarte, a sociedade de consumo e a tragédia do meio ambiente”.

As dificuldades de ascensão social serão discutidas na palestra “Mobilidade social e empreendedorismo – o estado, o mercado e as possibilidades de superação das desigualdades e de ascensão social na sociedade brasileira”, proferida pelo economista Luiz Gonzada Beluzzo no dia 5 de junho.

Diálogos Contemporâneos encerra suas atividades no dia 12 de junho lançando luzes sobre duas das condições humanas mais preocupantes do século XXI: a depressão e a solidão com a palestra “O Espaço do Amor e da Afetividade nas Grandes Cidades” pela antropóloga Mirian Goldemberger.

Após a realização, as palestras ficarão disponíveis no site para ampliar o alcance da diversidade de pensamentos proposta pelo programa e democratizar o acesso da população em geral a debates sobre temas que afetam diretamente a vida individualmente e, principalmente, em sociedade. Diálogos Contemporâneos acontece simultaneamente em Campo Grande (MS), onde serão promovidas oito conferências.

DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS – DJAMILA RIBEIRO

DIA 23 DE ABRIL (SEGUNDA-FEIRA)
ÀS 13H, NO AUDITÓRIO FTD – UNB
ÀS 19H, NO MUSEU NACIONAL DA REPÚBLICA
ENTRADA FRANCA

A programação completa e outras informações: www.dialogoscontemporaneos.com

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