O recital de violino que Alessandro Borgomanero fará na Série Solo Música em 16 de maio, quarta-feira, às 20h, na Caixa Cultural Brasília, é resultado de uma pesquisa

Por três anos, o violinista e maestro coletou obras escritas por compositores brasileiros para violino solo, no intuito de realizar recitais e, quem sabe, um CD. No projeto “Violino em solo no Brasil”, ele faz um panorama da composição brasileira no século XX, com obras importantes para o instrumento, além de uma homenagem a Johann Sebastian Bach, cuja obra é inspiração à maioria dos compositores para violino solo em todos os tempos.

Borgomanero reside em Goiânia desde 1997 e estar na região central do país como maestro, músico e professor seguramente lhe inspirou a abordar a produção brasileira para violino solo. O ponto de partida foram os “Seis Caprichos para Violino Solo, opus 20”, de Marcos Salles (1885-1965), provavelmente a primeira obra composta por um brasileiro para a formação. O músico toca o primeiro destes “Caprichos” – “Lamento do índio” – no recital, que traz ainda obras de outros compositores-violinistas: o mineiro Flausino Vale (1894-1954), que escreveu miniaturas de grande virtuosismo e que trazem uma música inspirada nos ritmos e na vida do interior do Brasil, o amazonense Claudio Santoro (1919-1989), autor da série nacionalista “Fantasia Sul América” para diversos instrumentos, entre os quais o violino, e o fluminense César Guerra-Peixe (1914-1993), com a dodecafônica “Música para Violino n. 2”, de 1947.

Outro compositor brasileiro abordado no programa é o paulista Almeida Prado (1943-2010), que era pianista de formação e que em 1983 escreveu “As Quatro Estações para Violino Solo”, de certa forma uma homenagem a Vivaldi e a Astor Piazzolla. Borgomanero abre, contudo, o recital com uma homenagem a Johann Sebastian Bach (1685-1750) e dois movimentos da “Partita n. 2 em ré menor, BWV 1004”.

“A presença de Alessandro Borgomanero é importante no Solo Música. Ele tem se apresentado em recitais solo em diversas cidades e mostrado obras pouco tocadas e conhecidas do público, um recital que é virtuosístico e, ao mesmo tempo, didático”, diz Alvaro Collaço, produtor da Série Solo Música. Ele estreou este formato de apresentação em Goiânia, em 2017, e o levou a São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campos do Jordão, Florianópolis, Londrina e Maceió. Agora, será a vez de Curitiba e Brasília, dentro da Série Solo Música. Este será o quarto recital de violino na Série, que teve em anos anteriores recitais de Cláudio Cruz, Cármelo de los Santos e Rodolfo Richter.

Nascido na Itála

Nascido em Roma, Alessandro Borgomanero passou a infância e adolescência em Curitiba. É filho do diplomata, violonista e geólogo Guido Borgomanero (1921-2005), que foi cônsul geral da Itália em Curitiba, e da nutricionista e produtora musical Ragnhild Borgomanero. Alessandro formou-se com o título de mestre em 1992, na Escola Superior de Música Mozarteum, em Salzburg, na classe do violinista Ruggiero Ricci. E continuou seus estudos com os renomados violinistas Boris Belkin, Salvatore Accardo e Rodolfo Bonucci.

Apresentou-se como solista frente a orquestras importantes como a Orquestra de Câmara de Budapeste, Salzburg Chamber Soloists, Philadelphia Virtuosi Orchestra, London Mozart Players, Virtuosos de Salzburgo, Orquestra de Câmara de Berlim, Orquestra de Câmera do Kremlin (Rússia), Orquestra Sinfonietta Salzburg, Orquestra Sinfônica de Vaasa (Finlândia) e a maioria das orquestras sinfônicas do Brasil.

Gravou programas para rádio e televisão, como a BBC de Edimburgo, a NHK de Tóquio, a ORF de Salzburg e a RAI italiana. Gravou CDs pelos selos Kreuzberg Records (Alemanha), Nami Records (Japão) e Classic Sound (Áustria). Sua discografia inclui dois CDs gravados com o Mozarteum Quartett, com o clarinetista Wenzel Fuchs da Filarmônica de Berlim, um CD de violino e violão com Jaime Zenamon e outro de peças para violino e piano com Wolney Unes. Em 2011 gravou CD com obras inéditas para violino e cordas de compositores brasileiros, como solista e diretor artístico da Camerata Filarmônica de Goiás.

Vive em Goiânia desde 1999. É professor de violino na Universidade Federal de Goiás. De 2003 a 2007 foi diretor artístico e regente titular da Orquestra de Câmara Goyazes e, de 2012 a 2018, regente titular da Orquestra Filarmônica de Goiás. clique aquiEm 2006, recebeu o título de Comendador da Ordem do Mérito Anhanguera, outorgado pelo Governo do Estado de Goiás.

A apresentação de Alessandro Borgomanero dentro da Série Solo Música, em 16 de maio, às 20h, tem patrocínio da Caixa e do Governo Federal e é uma realização de Alvaro Collaço Produções, com produção local de Tatiana Carvalhedo Produções. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) podem ser adquiridos a partir do sábado anterior à data do evento, na bilheteria da Caixa Cultural Brasília (aberta das 13h às 21h, de terça a sexta-feira, e aos domingos; e das 9h às 21h, aos sábados). Informações: 3206-6456. Classificação indicativa: 12 anos.

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